18/09/2014 15h08 – Atualizado em 18/09/2014 15h08

Uma das redes de 250 metros foi encontrada nas proximidades da escada de subida dos peixes da barragem da Usina Sérgio Motta

Da Redação

Policiais Militares Ambientais de Batayporã (MS) em fiscalização ontem no lago da Usina Sérgio Motta, no rio Paraná naquele município, retiraram 18 redes de pesca, medindo ao todo 3 km. Durante a retirada dos petrechos foram retirados e soltos no rio, cerca de 13 kg de peixes que estavam vivos e presos aos petrechos de pesca proibidos. Os proprietários das redes não foram identificados. Uma das redes de 250 metros foi encontrada nas proximidades da escada de subida dos peixes da barragem da Usina Sérgio Motta. Mesmo para o pescador profissional, com rede de malha acima de 14 cm identificada, como manda a lei, não pode armar redes a menos de 1 km a montante e a jusante da barragem. Menos ainda, no local onde os peixes sobem.

Esses petrechos são proibidos em rios do Estado de Mato Grosso do Sul, mas são permitidos nos lagos das usinas hidrelétricas do rio Paraná para o pescador profissional, desde que identificados e com malha de tamanho de 140 milímetros ou maior. Ocorre que muitos pescadores profissionais armam redes com malha menor à permitida e não identificam. Também, muitos pescadores amadores utilizam esses petrechos sem previsão legal, o que caracteriza crime ambiental.

Trata-se de um problema bastante sério, pois esses petrechos, nessas grandes quantidades, têm grande poder de degradação de cardumes. No dia 12 deste mês, a PMA de Batayporã havia apreendido 25 redes de pesca, medindo 2 km.

(*) Com informações de Assecom PMA MS

Esses petrechos são proibidos em rios do Estado de Mato Grosso do Sul, mas são permitidos nos lagos das usinas hidrelétricas do rio Paraná para o pescador profissional (Foto: Divulgação/PMA MS)

Comentários