02/03/2013 10h49 – Atualizado em 02/03/2013 10h49

Polícia retira corpo de indígena 11 h após comunicado de crime em MS

Perícia aguardou apoio da PF para retirar corpo de indígena em Caarapó. No dia 17, indígena de 15 anos foi morto a tiros na região.

Da Redação

O corpo de uma indígena de 60 anos, que teria sido assassinada em um córrego, foi retirado pela Polícia Civil de Caarapó, na tarde de sexta-feira (1°), 11 horas depois que o crime foi comunicado. De acordo com a polícia, a perícia entrou na aldeia Tey’ikue com reforço da Polícia Federal. No dia 17de fevereiro, um indígena de 15 anos foi morto a tiros e, por isso, a situação é considerada de tensão no local.

O corpo do adolescente foi encontrado numa estrada vicinal e tinha marcas de tiro na cabeça e no pescoço. Um produtor rural, de 61 anos, vizinho da aldeia, confessou o crime. . O suspeito relatou ter visto um movimento no local e, sem ver do que se travava, deu dois tiros com uma carabina calibre 22.

De acordo com Polícia Civil, durante a investigação da morte do adolescente, os índios ocuparam parte da fazenda, em protesto. A ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República veio a Mato Grosso do Sul para pedir proteção às testemunhas do caso.

Após a morte do adolescente deixou a situação tensa no local. Por conta disso, a entrada na aldeia somente foi feita com apoio da PF. De acordo com registro policial, o corpo da mulher foi encontrado às 6h (horário de MS) na sexta-feira (1°), em um córrego na aldeia. Ela estava sem roupas e a calcinha foi usada para amarrar os tornozelos. A perícia ainda apura se ela teria sido estuprada. Preliminarmente, a vítima teria morrido afogada. O corpo está no Instituto Médico Legal (IML) de Dourados.

A polícia pediu apoio para poder entrar na aldeia e retirar o corpo da mulher. Somente às 17h daquele dia é que a perícia retirou a mulher do córrego. O suspeito, segundo a polícia, é o sobrinho do marido da vítima, pois os dois teriam sido visto consumido bebida alcoólica juntos. O caso foi registrado como homicídio doloso.

(*) Com informações de G1 MS

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