10/04/2014 15h53 – Atualizado em 10/04/2014 15h53

A cerimônia foi realizada no Museu de Arte Moderna, em São Paulo, sendo que o grupo recebeu um prêmio no valor de R$ 8 mil

Da Redação

Com o objetivo de buscar alternativas para a criação de inseticidas que combatam o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, o projeto de um professor da UFGD foi vencedor da 6ª edição do Prêmio Inovação Medical Services, concurso cultural do Grupo Sanofi, que valoriza trabalhos inovadores que tragam melhorias na área da saúde pública.

O professor Eduardo José de Arruda, da Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologia (FACET) é o coordenador do trabalho intitulado “Inseticidas Multifuncionais Baseados em Lipídios Fenólicos Para Controle de Insetos Vetores” que, na última segunda-feira (7), foi premiado em primeiro lugar na categoria Medicina Tropical na modalidade Projetos ou Pesquisas.

Além de Arruda, o projeto conta com a colaboração dos professores Adilson Beatriz, Denis Pires de Lima e Lincoln Carlos Silva de Oliveira, da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), e Carlos Fernandes Salgueirosa de Andrade, da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

CAJU

O projeto trabalha com o desenvolvimento de inseticidas produzidos a partir de complexos metálicos capazes de atingir o sistema digestivo das larvas do inseto, levando-as à morte ainda em fase inicial, situação contrária ao que ocorre com a utilização intensiva de inseticidas convencionais.

O grupo chegou, dessa forma, às substâncias presentes no subproduto da casca da castanha do caju, que podem atuar nos sistemas nervoso central e periférico, enzimático e digestivo do Aedes Aegypti, reduzindo sua resistência e até a atratividade das fêmeas, além de inviabilizar ovos, alterar o ciclo reprodutivo e impedir que os insetos atinjam a idade adulta.

A pesquisa procura detectar o nível de toxicidade desses inseticidas naturais, capazes de induzir o estresse oxidativo nos mosquitos, porém nutriente para as plantas. Destaca-se, portanto, como um estudo importante para a prevenção de uma doença que ainda não conta com vacinas.

A PREMIAÇÃO

A cerimônia foi realizada no Museu de Arte Moderna, em São Paulo, sendo que o grupo recebeu um prêmio no valor de R$ 8 mil. Além disso, o projeto foi aprovado na seleção do edital Universal CNPq 2013 e também enviado à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) pelo edital do Programa Nacional de Cooperação Acadêmica 2013/2014. Conforme o coordenador da pesquisa, ele será, ainda, submetido à Fundação Bill e Melinda Gates para financiamento.

O Prêmio Inovação Medical Services é promovido pelo portal Medical Services do Grupo Sanofi e tem como objetivo valorizar, incentivar e divulgar trabalhos de inovação em saúde pública, com foco em prevenção e educação, bem como trabalhos clínicos e outras iniciativas que proponham melhorias em gestão de saúde pública, políticas de prevenção, qualidade de atendimento e tratamento.

Saiba mais sobre o projeto vencedor em: http://ww2.medicalservices.com.br/premio_ms/ganhadores/ver_projeto_finalista.php?id_projeto=10621

(*) Com informações de Assecom UFGD

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