07/01/2013 09h51 – Atualizado em 07/01/2013 09h51

Indústria sucroenergética deve crescer até 9,6% com safra 2012/13

Biosul prevê que a produção estadual chegue a 37 milhões de toneladas ao final da atual safra

Da Redação

Próximo do encerramento da safra da cana-de-açúcar 2012/2013 em Mato Grosso do Sul, a indústria sucroenergética prevê obter crescimento de até 9,6% em relação à safra passada 2011/2012. Para se ter ideia, até o fim de dezembro de 2012, já tinham sido processadas aproximadamente 36,5 milhões de toneladas e a expectativa é que esse número chegue a 37 milhões neste mês de janeiro de 2013, quando ocorre o fim da safra. Na prática, caso as previsões sejam confirmadas, a produção da safra estadual saltará de 33,8 milhões de toneladas para 37 milhões de toneladas.

Com uma produção maior, os derivados da cana também apresentaram evolução, sendo que a maior delas foi registrada no etanol, que passou de 1,6 bilhão de litros para 1,8 bilhão, correspondendo a 14% de crescimento, enquanto o açúcar, subiu de 1,5 milhão de toneladas em 11/12 para 1,7 milhão nesta safra. Segundo o presidente da Biosul (Associação dos Produtores de Bionergia de Mato Grosso do Sul), Roberto Hollanda, Roberto Hollanda, que também responde pelo Sindaçúcar (Sindicato das Indústrias de Fabricação do Açúcar), Sindal (Sindicato das Indústrias de Fabricação do Álcool) e Sinergia (Sindicato das Indústrias de Geração de Energia Elétrica de Pequeno e Médio Porte), esses números são frutos da atuação das 24 indústrias instaladas no Estado, que juntas empregam 29,6 mil trabalhadores.

“Vale a pena destacar que o trabalho de moagem continua até março de 2013 e que em 2012 tivemos alguns inconvenientes como chuva acima da média nos meses de abril, maio e junho nas regiões produtivas”, declarou Roberto Hollanda. “Apesar de termos um aumento na moagem de cana de 60% na primeira quinzena de dezembro em relação ao ano passado, estamos ainda em um cenário de recuperação. A produção está crescendo, mas ainda não é o esperado”, avaliou.

Ele disse ainda que a maior parte da cana moída em Mato Grosso do Sul é destinada á produção de etanol, isso corresponde a 63%. “Apesar das dificuldades com o clima nós conseguimos garantir o estoque de etanol, o que fez com o preço voltasse a se competitivo. Assim nós garantimos o produto para o consumidor”, disse. O presidente da Biosul também espera em 2013 sejam implantadas políticas públicas voltadas para o setor, uma vez que já estão sendo desenvolvidas várias pesquisas na área no Estado e aponta a inauguração de duas novas usinas como fortalecimento para a implementação de tais medidas.

(*)Informações da Assessoria de Comunicação da Fiems

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