18/10/2017 08h16

Reboliço no ninho

O alto tucanato ainda não tem o sucessor de Márcio Monteiro para comandar o PSDB sul-mato-grossense. O interesse pelo controle da legenda envolve dois integrantes da tropa de choque do governador Reinaldo Azambuja na Assembleia – os deputados estaduais Beto Pereira e Professor Rinaldo. Corre por fora o diretor-presidente da Agraer, Enelvo Felini, considerado o azarão na corrida sucessória.

Coorporativo

Com o apoio dos representantes de Mato Grosso do Sul, o plenário do Senado ignorou a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de afastar Aécio Neves (PSDB-MG) de suas atividades. Bem feito, a Corte não tem o direito constitucional de invadir a autonomia do Poder Legislativo, corporativista por natureza. Só não serviu no caso de Delcídio do Amaral, ex-PT de MS.

Orçamento

Os deputados estaduais começaram a analisar esta semana a peça orçamentária anual remetida à Assembleia pelo governador Reinaldo Azambuja. O texto original prevê R$ 14,4 bilhões para o próximo exercício financeiro. Depois de lido pelo presidente da Mesa Diretora, Júnior Mochi (PMDB), o texto original do governo passará primeiro pelas comissões temáticas da Casa para depois ir para o plenário.

Fatia

Superior R$ 505,3 milhões em relação a 2017, o maior investimento previsto pelo governo é na Agência de Previdência Social do Estado, de pouco mais de R$ 2 bilhões. Em seguida, está a educação, com R$ 1,5 bilhão, encargos gerais e financeiros do estado, com R$ 1,4 bilhão, Fundo Especial de Saúde, com R$ 1,3 bilhão e segurança pública, com R$ 1,2 bilhão.

Cota-parte

O projeto também estabelece os percentuais de repasse da receita corrente líquida do Tribunal de Justiça (R$ 804 milhões), Assembleia Legislativa (R$ 290 milhões), Tribunal de Contas do Estado (R$ 274 milhões), Ministério Público Estadual (R$ 400 milhões) e Defensoria Pública (R$ 185 milhões), sem contar o repasse a mais que é feito para os órgãos por meio dos fundos de desenvolvimento.

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