20/11/2006 15h16 – Atualizado em 20/11/2006 15h16

Folha da Região

O governo federal construirá uma ponte sobre o rio Paraná, que interligará os municípios de Castilho e Três Lagoas (MS). De acordo com a construtora Camargo Corrêa, empresa contratada para a obra, a ponte tem custo avaliado em aproximadamente R$ 60 milhões. Conforme o Dnit (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes), a previsão é de que a construção tenha início no começo do ano que vem. No entanto, isso depende da conclusão de estudos ambientais. O engenheiro do órgão, Milton Rocha Marinho, diz que a ponte terá prazo de conclusão previsto para até 1 ano e 7 meses. Mas esse prazo pode ser maior. Ele informou ainda que todo o cronograma da obra está definido. Segundo ele, o projeto prevê a construção de uma ponte, de mão dupla, com 1.344 metros de extensão – cumprimento inferior aos 5.495 metros da barragem da Usina Jupiá, hoje a única via de acesso entre as duas cidades. Terá início em uma rotatória, próxima à base da Polícia Militar Rodoviária de Castilho e terminará à direita da base da Polícia Rodoviária Federal de Três Lagoas. De acordo com o projeto, serão pavimentados 7 quilômetros de acesso à nova ponte – três na área da cidade sul-mato-grossense e quatro, na do município paulista. TRÁFEGO Com a construção da nova rota de acesso entre Castilho e Três Lagoas, a expectativa é desafogar o trânsito sobre a barragem da Usina Jupiá. Conforme estatísticas da Polícia Rodoviária Federal, a média diária de veículos que trafegam pela barragem chega a 14 mil, no período entre 7h e 19h. A média de acidentes atinge a marca de 10 por mês, graves ou não. “A construção da nova ponte é uma velha reivindicação da comunidade e até mesmo de empresários e políticos da região”, disse o chefe de delegacia da Polícia Rodoviária de Três Lagoas, Sílvio Costa. “Hoje, a barragem funciona como uma pista simples, de mão dupla, iluminada, mas sem acostamento. E costuma apresentar tráfego bastante lento em horários de pico. Por isso, acreditamos que a nova ponte irá desafogar esse tráfego”, comentou o delegado.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a Cesp (Companhia Energética de São Paulo), que administra a Usina Jupiá, disse em nota que vê com “bons olhos” a construção da ponte. Conforme a assessoria, o aumento de tráfego na barragem trouxe uma dificuldade: o desgaste natural do leito rodoviário sobre a barragem, com necessidade de manutenção freqüente. “Por essas e outras razões, o ideal seria que houvesse um aparelho rodoviário exclusivamente dedicado à transposição do rio Paraná na região”, finaliza a nota.

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