Plantações de maconha que foram destruídas tinham potencial de produzir mais de 200 toneladas da drogas que abasteceriam os mercados brasileiro e argentino

(*) Antonio Coca

Nos três primeiros dias da operação “Caaguazú – Canindeyú II”, agentes da SENAD, (Secretaria Nacional Antidrogas) do Paraguai, da Força Aérea e outros organismos de combate ao narcotráfico daquele país, destruíram cerca de 70 hectares cultivadas com maconha, dentro da reservas florestais nos departamentos de Caaguazú e Canindeyú, que fazem fronteira com o Brasil, através do Mato Grosso do Sul e do Paraná.

Segundo as autoridades paraguaias os campos de plantação de maconha que foram erradicados nos últimos dias tinham potencial de produzir mais de 200 toneladas da drogas que abasteceriam os mercados brasileiro e argentino.

Foram destruídos 24 acampamentos que serviam de base para os narcoprodutores e centenas de equipamentos usados no cultivo da terra e depois na secagem, armazenamento e prensagem da maconha. Cerca de 4 toneladas do entorpecente já estavam prontos para serem retiradas da mata e comercializada. Toda a droga foi queimada e as lavouras destruídas causando um prejuízo de mais de 6 milhões de dólares ao crime organizado.

Equipes de ambientalistas estão começando a fazer estudos sobre a devastação que os narcotraficantes estão causando para as reservas florestais da região que são usadas para o plantio de maconha. Estes levantamentos serão usados para elaboração de um plano de combate aos crimes florestais juntamente ao combate ao tráfico na região.

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