09/04/2016 10h59 – Atualizado em 09/04/2016 10h59

O governador avaliou positivamente os resultados do Programa e disse que é muito interessante poder pontuar uma empresa pelo seu resultado ambiental

Assessoria

Durante visita ao município de Bonito, na noite desta sexta-feira (08), o presidente da Fiems, Sérgio Longen, convidou o governador Reinaldo Azambuja para conhecer o EcoSesi Observatório Socioambiental e assistir a uma apresentação sobre o PSE (Programa Senai de Ecoeficiência), que amplia o percentual do incentivo fiscal concedido pelo Governo do Estado e atesta e classifica a eficiência ambiental das empresas.

O Programa segue os parâmetros pré-estabelecidos no Decreto Estadual nº 13.606, de 25 de abril de 2013, que prorrogam até 2028 os incentivos fiscais para o setor industrial sul-mato-grossense, permitindo a ampliação, em até 5%, do percentual do benefício fiscal já concedido mediante à efetividade do plano técnico de sustentabilidade ambiental das empresas.

Sérgio Longen salientou que a visita do governador reafirma o compromisso do Estado com a gestão socioambiental nas empresas. “Esse é um Programa estadual em que as empresas estão de olho não só nos benefícios fiscais, mas também no nível de organização, principalmente, das questões que envolvem o monitoramento e acompanhamento das ações ambientais. Estamos há 3 anos operando o PSe e esperamos continuar avançando com mais empresas beneficiadas”, afirmou, informando que já foram concedidos selos ambientais do Senai para 23 empresas do Estado.

O governador avaliou positivamente os resultados do Programa e disse que é muito interessante poder pontuar uma empresa pelo seu resultado ambiental, sua sustentabilidade e preocupação com a preservação da natureza. “É uma novidade porque eu não conhecia como funcionava o PSE, mas vejo positivamente pelos resultados e acho que, quanto mais a empresa pontua, melhor será o seu desempenho junto aos consumidores. Afinal, hoje, a receptividade dos produtos junto às pessoas em todo o mundo, e no Brasil não é diferente, está ligada com a questão de sustentabilidade. Esse ambiente do EcoSesi tem tudo a ver com o propósito Programa, que é a sustentabilidade”, declarou.

Na apresentação, o diretor-regional do Senai, Jesner Escandolhero, destacou as vantagens de participar do PSE. “Por meio do Programa, a empresa faz a antecipação a regulamentações governamentais futuras, tem o gerenciamento eficaz dos aspectos ambientais, possui também uma diferenciação das demais empresas pela atual demanda de mercado, além de ampliar e estimular as boas práticas de conscientização ambiental”, afirmou.

Para o superintendente do Sesi, Bergson Amarilla, o Programa contribui com boas práticas para o meio ambiente estimulando as empresas a terem atitudes mais responsáveis e ecológicas. “É fundamental o governo conhecer os projetos desenvolvidos que beneficiam as empresas tanto com a ecoeficiência assim como os incentivos fiscais”, pontuou.

OS SELOS

Os selos ambientais do Senai servem para classificar a eficiência ambiental das indústrias estaduais de acordo com os parâmetros pré-estabelecidos no Decreto Estadual nº 13.606, de 25 de abril de 2013, que prorrogam até 2028 os incentivos fiscais para o setor industrial sul-mato-grossense, permitindo a ampliação, em até 5%, do percentual do benefício fiscal já concedido mediante à efetividade do plano técnico de sustentabilidade ambiental das empresas. O Senai, em parceria com o EcoSesi Bonito, desenvolve o Programa de Ecoeficiência, que dá suporte aos selos ambientais destinados às indústrias do Estado, sendo desenvolvido em 7 etapas: adesão, habilitação, definição de metas, implementação da metodologia do PSE, processo de auditoria, avaliação ambiental e emissão de selo ambiental.

Essas 7 etapas são relevantes para a compreensão de todo o processo, desde a habilitação da empresa até a emissão do selo, porém, é prerrogativa do Programa a análise prévia do sistema de gestão ambiental existente na empresa. Por meio da pontuação de desempenho ambiental, o PSE vai conceder 5 selos ambientais (verde, azul, laranja, marrom e branco), sendo que cada um tem sua equivalência entre a pontuação e o percentual do incentivo fiscal concedido.

O Selo Verde tem conceito entre 81 a 100 pontos e concede à indústria 5% a mais de incentivo fiscal, enquanto Selo Azul tem conceito entre 61 a 80 pontos e incentivo fiscal de 4% a mais, o Selo Laranja tem conceito entre 41 e 60 pontos e 3% a mais de incentivo fiscal, o Selo Marrom tem conceito entre 21 e 40 pontos e incentivo fiscal de mais 2% e o Selo Branco tem conceito entre 1 a 20 pontos e incentivo fiscal de mais 1%. A pontuação poderá ser revista a qualquer tempo, na vigência do benefício fiscal ou na vigência do prazo estabelecido para execução do processo de auditoria, adequando-se a um novo resultado, aumentando ou diminuindo o nível do selo no limite entre 1% e 5%.

(*) FIEMS

Sérgio Longen salientou que a visita do governador reafirma o compromisso do Estado com a gestão socioambiental nas empresas. (Foto: Assessoria)

Comentários