27/10/2015 11h44 – Atualizado em 27/10/2015 11h44

As oportunidades que são geradas no município, atraem pessoas de diversas localidades e consequentemente aumenta o fluxo de veículos que tem chamado à atenção, com problemas de sinalização são perceptíveis na locomoção

Patrícia Miranda e Ricardo Ojeda

Com a advento da industrialização, Três Lagoas tornou-se um polo importantíssimo na produção nos setores da celulose, alimentícia, além do têxtil e outros produtos. Cidade de oportunidades intitulou-se como “Cidade das Águas”, “Capital Mundial da celulose” e “Capital Industrial do Bolsão”, atraindo dessa forma vários “migrantes”. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o município comportou em 2010, cerca de 101.791 pessoas, cinco anos depois o valor chega a 113.619, ocupando assim o terceiro lugar no Estado.

AUMENTO DA FROTA

Com a chegada de tantas pessoas é necessária a mudanças no setor viário cidade, pois o fluxo de veículos tende a crescer. Prova disso são os dados de 2014 do IBGE, mostrando que em 2013 havia uma frota circulante de 67.926, enquanto um ano depois passou para 73.443 veículos, incluindo automóveis, caminhões, caminhões-trator, caminhonete, camionetas, micro-ônibus, motocicletas, motonetas e ônibus. E é esse aumento da frota que está impactando, trazendo problemas e consequente aumento de ocorrência de acidentes de trânsito.

MUDANÇAS

O Perfil News procurou o secretário municipal de Trânsito, Milton Gomes Silveira, para discorrer em relação ao tema, que têm sido motivo de reclamações. Questionado sobre o que foi feito para melhorar o trânsito na cidade ao longo dos anos, ele comentou que foram realizados diversos trabalhos. “Houve mudanças e buscando melhorar todos os dias. Implementamos lombadas eletrônicas (três em um – avanço, velocidade e faixa) e sinalizações verticais (placas) e horizontais (marcação no asfalto). Realizamos pinturas de faixas de pedestres, quebra-molas, além de mudanças de sentido das vias para que contribua para a fluidez”, explicou.

Nossa Senhora Aparecida, Santa Teresinha, Carandá e Bela Vista serão bairros beneficiados por projetos futuros da prefeitura e receberam mudanças. As Avenidas Paranaíba, Bruno Garcia, Munir Thomé, Orestes Prata Tibery, Ranulpho Marques Leal, Elmano Soares e Generoso Siqueira serão localidades que serão modificadas, pois em alguns trechos, o fluxo será direcionado à apenas uma via.

Na galeria abaixo existem flagrantes de ausência de sinalização, veículos parados no meio da via e folhas escondendo placas

SINALIZAÇÃO PRECÁRIA

Há pontos, em Três Lagoas que o motorista e os motociclistas se confundem. É o caso de haver mais de uma sinalização da pintura de “Pare” na via. A confusão, segundo o secretário pode ser explicada de maneira simples. “Quando há a pintura no chão ela tem uma durabilidade e sempre buscamos mantê-la visível, mas com as mudanças de trânsito das ruas, elas podem demorar a sair e com isso temos as opções de recapear ou fazer uma raspagem. Para nós à última não é viável porque é necessário um equipamento” e complementa “essa sinalização não compromete tanto o trânsito, pois ao surgir à dúvida o condutor irá olhar a sinalização vertical (a placa)”, informou Milton.

PLACAS

Aproximadamente existam mais de 10 mil placas, que contribuam para a sinalização urbana de Três Lagoas. Sua vida útil varia entre 5 a 8 anos, o que pode variar dependendo de que material é produzida, algumas chegam até 10 anos.

“Enfrentamos um problema grave e que atinge toda a sociedade. É a ação de vândalos que destroem ou retiram as placas, dificultando o entendimento. O local onde tem sido frequente esse fato é na ciclo-faixa da Avenida Filinto Muller, onde muitas ‘somem’, para isso temos inserido os objetos com tubos de ferro, o que dificulta a ação”, disse Gomes.

RESPONSABILIDADES

As árvores também são aliadas do meio ambiente, porém podem dificultar a presença das placas. “As folhagens escondem principalmente nas esquinas e geram novamente uma confusão, consequentemente comprometem a sinalização e a segurança no trânsito”. Segundo ele, a manutenção e poda das árvores são de responsabilidade do proprietário do local e caso seja de grande porte a secretaria municipal de meio ambiente pode ser acionada para solucionar o caso.

O Perfil News entrou em contato com o departamento de estatísticas do Detran/MS, para ter acesso a dados sobre o crescimento da frota e do número de acidentes deste ano, porém até o fechamento da matéria, as informações não foram enviadas.

Sinalização confusa e estacionamento transversal são motivo de muitas reclamações dos motoristas. A foto mostra um flagrante. Para cruzar a via e visão do condutor é impedida pela caminhonete estacionada na esquina (Foto: Ricardo Ojeda)

As setas apontam para duas sinalização no asfalto indicando que o motorista deve parar. Nesse caso, a quem pertence a via preferencial? (Foto: Patrícia Miranda)

Na avenida Filinto Muller existe uma ciclovia, porém. nem ciclistas e motoristas respeitam a preferencial dos usuários (Foto: Ricardo Ojeda)

Na Egídio Thomé a folhagem da árvore impede a visualização das luzes do semáforo, veja a seta apontando (Foto: Ricardo Ojeda)

Comentários