“Considero isso aqui uma senzala”, afirmou o presidente do Sintiespav depois de visitar um dos alojamentos de parte dos operários do Hospital Regional

As condições insalubres e degradantes encontradas nos alojamentos destinados pela empresa Prumo de Ouro para os operários trazidos da Bahia, como parte da força de trabalho para a conclusão do Hospital Regional, irá gerar uma denúncia de trabalho escravo junto ao Ministério Público do Trabalho.

Quem garantiu isso foi o presidente do Sintiespav, Nivaldo Moreira, que visitou as instalações dos três alojamentos.

Conforme já denunciado pelo Perfil News, os operários viviam em lugares sem estrutura. Há alojamentos sem geladeira, com comida insuficiente, apenas um banheiro para ser dividido por mais de 10 pessoas. Os homens dormem no chão e, como não têm cobertas, precisam colocar toalhas nas frestas da porta, por onde entra vento frio durante a noite.

“Como a gente dorme no chão, o frio vem direto na gente. Não nos avisaram que estava fazendo frio aqui e não trouxemos cobertas, então a gente coloca toalha na parte de baixo da porta para barrar o vento”, contou um dos operários.

O Sintiespav fez fotos, vídeos e juntou material para ingressar com uma ação junto ao Ministério Público por trabalho escravo. “Considero isso uma senzala”, disse.

Acompanhe no vídeo abaixo a visita que o jornalista Ricardo Ojeda fez às instalações e a entrevista com Nivaldo.

Gepostet von Ricardo Ojeda am Freitag, 5. Juni 2020
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