03/10/2017 09h41

Torradeira

O debate sobre a criação de um fundo público para custear campanhas eleitorais ainda divide os congressistas. Para que possam valer no pleito de 2018, as alterações aprovadas pela Câmara e pelo Senado precisam estar publicadas no Diário Oficial da União até sexta-feira (6). Particularmente, os sul-mato-grossenses Simone Tebet (PMDB) e Pedro Chaves (PSC) acham um absurdo torrar dinheiro do povo em eleições.

Chapa quente

Em pré-campanha à reeleição, Reinaldo Azambuja (PSDB) diz ter investido até agora mais de R$ 1 bilhão nos 79 municípios sul-mato-grossenses. Atesta que o valor garantiu a recuperação de 12 mil quilômetros de rodovias e a pavimentação de 1,57 milhão de metros quadrados de vias urbanas. Mais aliviado depois da prisão dos irmãos mentirosos Joesley e Wesley Batista, o tucano tem na manga de seu paletó – dizem – uma surpresinha desagradável para um rival que ensaia toda hora entrar no páreo.

Costa quente

Fazendo milagre na ‘desestruturada’ Delegacia Federal da Agricultura Familiar, Dorival Betini vai vencendo etapas à frente da pasta em Mato Grosso do Sul. Jura que de Brasília não chega verba nem para contratar um motorista. Enquanto isso vai sondando amigos e simpatizantes interessados que ele concorra ao Senado em 2018. Como não tem dinheiro para tocar a campanha, aposta na experiência no cardeal Londres Machado (PR), de quem é afilhado político, para conquistar uma das vagas.

Bucha

Hoje diretora de uma creche na Capital, ex-prefeita de uma cidadezinha do interior demonstra arrependimento de ter entrado pra vida política. Em conversas reservadas, a dita cuja parece não perdoar nem mesmo uma forte liderança política estadual pelas mãos da qual foi guindada ao comando da prefeitura no passado. “Não quero mais saber (de política). É uma coisa que só serve pra ele”, desdenhou, referindo-se ao amigo que, inclusive, já sentou na mesma cadeira.

Interrogação

Que ainda se recorda da Operação Lama Asfáltica, deflagrada em julho de 2015, sabe que ela já teve vários desdobramentos, como Fazendas de Lama, Aviões de Lama e Máquinas de Lama, está última em maio de 2017, que culminou com a prisão de diversas personalidades acusadas de integrarem a organização criminosa, criada para saquear os cofres do Tesouro Estadual. Dificilmente mesmo é saber o desfecho disso tudo, diante de tanto silêncio e mistério.

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