22/04/2014 12h18 – Atualizado em 22/04/2014 12h18

Oito cidades foram selecionadas pelo Ministério da Saúde para trocarem experiências

Larissa Lima com Assessoria

O Ministério da Saúde selecionou Três Lagoas para apresentar os resultados das ações de enfrentamento à Leishmaniose na “Oficina de Estratificação da Leishmaniose Visceral em nível local”, na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, de 5 a 9 de maio.

A cidade será representada no encontro, que é promovido pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Fiocruz, pela diretora de Vigilância e Saneamento, Neide Hiroko Yuki e pela sanitarista Angelina Zuque, da equipe do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).

Em abril, Três Lagoas foi escolhida pelo Ministério da Saúde para participar da pesquisa sobre a avaliação da efetividade das coleiras impregnadas com deltametrina no combate à Leishmaniose em cães.

De acordo com a avaliação do Ministério, a cidade é considerada endêmica, por conta do elevado índice de casos de Leishmaniose registrados em cães. Em contrapartida, Três Lagoas é apontada como referência nacional pelas ações que obtiveram resultados “surpreendentes e eficientes na redução dos casos de Leishmaniose Visceral em humanos”, explicou o diretor do Centro de Controle de Zoonoses, o médico veterinário Antônio Luiz Teixeira Empke. Segundo ele, em 2002, a cidade registrou 116 casos positivos em humanos e neste ano, foram apenas dois.

FIOCRUZ EM TRÊS LAGOAS

Na semana passada, o professor, doutor e pesquisador, Paulo Chagastelles Sabroza e a enfermeira, doutora e pesquisadora, Ana Cecília de Oliveira Valdés, da Fiocruz, estiveram em Três Lagoas, a pedido do Ministério da Saúde, para avaliar a estrutura física e as ações da equipe do CCZ no enfrentamento à Leishmaniose.

De acordo com Empke, a avaliação dos profissionais constatou que a cidade está entre as melhores do Brasil, pela sua estrutura física e funcional e pela equipe de profissionais habilitados que possui no combate às endemias.

Neste ano, apenas dois casos da doença foram registrados em humanos (Foto: Assessoria/ Arquivo/ Perfil News)

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