02/05/2015 11h53 – Atualizado em 02/05/2015 11h53

Cenário é provocado por paralisação de obra de fábrica da Petrobras e alta do custo da produção

Da Redação

A alta de produtos e serviços básicos, como combustíveis e energia elétrica, tem comprometido o orçamento das famílias e das empresas brasileiras. Em Três Lagoas, principal cidade industrial de Mato Grosso do Sul, esse cenário é agravado por um problema particular: a paralisação por tempo indeterminado da obra da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen), que provocou, por exemplo, demissões de mais de 10 mil trabalhadores no ano passado. A combinação desses fatores tem obrigado o empresário três-lagoense a adotar medidas de contenção de gastos para não encerrar seus negócios. No entanto, nem sempre as mudanças surtem os efeitos desejados e fechamentos de empresas acabam se tornando inevitáveis.

“Eu iniciei neste ramo há três anos e já competia com grandes lojas, mas em janeiro não consegui mais arcar com o aluguel, a conta de luz e o pagamento das minhas duas funcionárias. Então, acabei fechando as portas”, contou Regiane Lima, que tinha uma loja de bijuterias, fechada em razão do fraco movimento. “O lucro era bem pequeno e não valia a pena sair da minha casa todos os dias de carro para ganhar tão pouco no fim do mês”, lamenta-se. Hoje, ela trabalha como gerente de uma loja de departamentos.
No esforço de não fechar as portas, tal como precisou fazer Regiane, outros empresários adotam série de medidas de cortes de gastos. É o caso de Rodrigo Simão Alves, gerente de uma loja de calçados da cidade. Atualmente, as luzes das vitrines são ligadas apenas no período da noite.

(*) Correio do Estado

Comércio em Três Lagoas tem queda expressiva no movimento
(Foto: Bruno Henrique / Correio do Estado)

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