06/05/2016 09h16 – Atualizado em 06/05/2016 09h16

O bafafá ocorrido nas Câmaras (Federal e de Vereadores de Campo Grande) mostra bem o nível dos políticos que o povo colocou lá para representá-lo. Por aqui, um vereador desrespeitou até a mãe do prefeito, do qual é desafeto, demonstrando toda a sua irracionalidade e inaptidão para a função. Em Brasília, o substituto do afastado – também enrolado na Justiça – abriu e encerrou a sessão a seu bel prazer, sem dar nenhuma explicação aos colegas. O resultado não poderia ser outro senão o de tamanha confusão. A cena foi patética, para dizer o mínimo.

TENSÃO

Além desse fato lamentável envolvendo o vereador, houve também um quebra-pau no qual até um radialista disse ter apanhado enquanto tentava apartar uma briga. Dessa vez, o fato tem a ver com servidores municipais, que estavam na sessão para discutir o aumento de salário. Mas tudo isso reflete o clima que reina no Poder Legislativo desde o início da atual legislatura. Já teve despejo prestes a acontecer, vereador que renunciou à presidência, vereadores cassados e, por último, grande parte deles vive a expectativa de ter o mandato cassado por corrupção. Isso precisa mudar.

ALÍVIO

Inútil-útil. É assim que está sendo visto o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Enrolado até o pescoço em denúncias na Lava Jato e também já réu no Supremo Tribunal Federal, o peemedebista fez o processo de impeachment andar na velocidade da luz, enquanto o dele, na Comissão de Ética, a passos de tartarugas pernetas. Diante da nova realidade dos fatos, quem está se sentindo bem para tocar seu projeto é Michel Temer (PMDB), que não terá que negociar com o correligionário, futuros projetos do seu governo.

ALTO LÁ

O imbróglio político do Congresso por causa do processo de impeachment da presidente Dilma, parece ter contaminado os legislativos estaduais pelo país afora. Isso porque petistas e peemedebistas, em processo de divórcio, andam se pegando quase a tapas. Na Assembleia de MS, Pedro Kemp (PT) andou dando umas agulhadas no deputado federal Carlos Marun (PMDB), na sessão de ontem, acusando-o de conivente com a malandragem de Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Foi o bastante para irritar Eduardo Rocha (PMDB), que pediu respeito ao correligionário.

RESTRIÇÃO

Assinada pela presidente Dilma Rousseff e publicada no Diário Oficial da União de quinta-feira (5), Medida Provisória prorrogou por mais um ano o prazo de inscrição para o Cadastro Ambiental Rural. O deputado estadual Zé Teixeira (DEM) usou a tribuna para manifestar indignação com a medida, já que beneficia apenas imóveis rurais com até quatro módulos fiscais. “Isso causa um embaraço, pois para os demais produtores a data limite continua até esta quinta-feira”, irritou-se o democrata, que representa a classe ruralista na Assembleia.

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