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terça-feira, 21 de abril de 2026

Cura pelo cordão umbilical

21/10/2002 09h34 – Atualizado em 21/10/2002 09h34

A salvação para muitos portadores de problemas ou doenças na medula óssea, como leucemia e linfoma, assim como complicações cardiovasculares e hepáticas, pode estar no cordão umbilical. Depois de muitos estudos, médicos de todo o mundo acreditam que este cordão – geralmente descartado no parto –, pode ser o futuro dos transplantes e o ponto decisivo para a evolução de uma nova área da medicina, a regenerativa.

O sangue contido no cordão umbilical é repleto de “sten cells”, conhecidas no Brasil como células-tronco, as responsáveis por constituir a medula óssea no bebê. Segundo o dr. Celso Massumoto, responsável pelo setor de transplantes do Hospital Santa Paula, em São Paulo, a criopreservação, ou seja, o congelamento destas células, pode ser útil no futuro, caso a medula do doador necessite ser repovoada com células sadias, como é o caso da leucemia.

“Se o doador criopreservou suas células-tronco, ele não vai enfrentar problemas de rejeição caso tenha complicações com sua medula no futuro”, explica dr. Massumoto. Mas a intenção dos médicos não é preservar estas células apenas para este fim. Segundo Celso, a medicina regenerativa está evoluindo de tal forma que, em no máximo cinco anos, transplantes de órgãos e infartos podem ser tratados de uma forma bem mais simples que a de hoje.

“A medicina regenerativa sofreu uma explosão de conhecimento com o estudo das células-tronco. Em vez de um transplante de coração, podemos injetar estas células coletadas no passado e a regeneração do tecido é feita pelo organismo”, diz.

Fonte: Jornal de Brasília

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