21/10/2002 14h59 – Atualizado em 21/10/2002 14h59
GENEBRA – O cerco ao cigarro vai ficar mais apertado. A Associação Médica Mundial e outros grupos representativos da categoria, reunidos em Genebra, se preparam para apresentar o chamado “Manifesto dos Médicos pelo Controle Global do Tabaco”, documento a ser entregue para a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Gro Harlem Brundtland.
Associações médicas representando 10 milhões de profissionais em 117 países conclamaram os governos, nesta segunda-feira, para que cheguem a um acordo sobre um tratado internacional rigoroso que reduza o consumo de tabaco.
A OMS, uma agência das Nações Unidas, está sediando duas semanas de conversações sobre uma proposta Convenção de Base do Controle do Tabaco.
Primeiro tratado internacional de saúde publica, o acordo deve ser fechado pelos 192 países que integram a OMS, em maio de 2003.
“Os médicos vêem diariamente os efeitos danosos do uso do tabaco para aqueles que fumam e para aqueles que inalam a fumaça dos outros”, afirmou, em um comunicado, o Dr. Delon Human, secretário-geral da Associação Médica Mundial.
“Embora os médicos possam ter um papel muito importante nos cuidados para prevenção e cura, devemos nos unir para pedir uma regulamentação e uma legislação efetiva por parte dos governos a fim de prevenir essa epidemia”, acrescentou.
A declaração dos médicos exortou os governos a adotar medidas como incluir uma “um alerta informativo claro sobre a saúde em cada maço de cigarros”, e terminou rejeitando afirmações de que alguns cigarros são mais seguros do que outros.
Outros pedidos são para um acordo que acabe com a publicidade de cigarros em 2003 e que proteja os não-fumantes da fumaça, segundo a declaração.
A OMS reviu suas estimativas de mortes anuais causadas por doenças relacionadas ao fumo.
A previsão atualizada é agora de 4,9 milhões de pessoas, em vez dos 4,2 milhões inicialmente previstos, em parte devido à melhoria das pesquisas sobre doenças cardiovasculares em países em desenvolvimento, como China e Índia.
Fonte: Reuters




