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sexta-feira, 17 de abril de 2026

Dólar fecha estável, a R$ 3,91

22/10/2002 17h03 – Atualizado em 22/10/2002 17h03

SÃO PAULO – O dólar comercial fechou estável nesta terça-feira de poucas notícias novas, cujo principal destaque foi a movimentação do mercado em torno do resgate de uma dívida pública de US$ 1,1 bilhão. A moeda americana fechou em R$ 3,90 na compra e R$ 3,91 na venda, depois de ter atingido a máxima de R$ 3,98 (+1,79%), no período da manhã. O início da reunião ordinária do Comitê de Política Monetária (Copom) foi outro destaque do dia, dividindo opiniões no mercado de juros.

A Bovespa fechou em alta de 2,22%, Índice Bovespa em 9.331 pontos e volume financeiro foi de R$ 597,1 milhões.

Os investidores continuaram se antecipando ao resgate da dívida de amanhã, comprando dólares como alternativa mais líquida aos contratos cambias do governo. Com isso, mantiveram a moeda em alta, elevando também a correção da dívida vincenda. Apesar da estabilidade do dólar no fechamento, a pressão exercida pela manhã deverá garantir a alta da Ptax de hoje, a média das cotações que vai corrigir a dívida.

Segundo operadores, a pressão da manhã foi praticada principalmente por um banco de investimentos, que teria comprado pelo menos US$ 200 milhões. O Banco Central voltou a intervir, vendendo dólares às mesas de operação. Desta vez, não usou grandes quantias. A desaceleração veio ainda no final da manhã, uma vez formada a Ptax.

Ações – A valorização desta terça-feira foi a quarta consecutiva da bolsa, que agora acumula alta de 8,2% no mês. As ações chegaram a enfrentar alguma volatilidade, mas consolidaram a tendência de alta ainda no final da manhã, apesar das quedas das bolsas americanas.

Telemar PN, que operou em queda pela manhã, inverteu a tendência e fechou em alta de 3,43%, com grande influência no desempenho geral do mercado. Segundo Luiz Roberto Monteiro, analista da corretora Souza Barros, o mercado continuou se ajustando, com a percepção de que o dólar não explodiria hoje, como se temia.]

Com isso, alguns grupos de ações que estavam muito depreciadas se recuperaram. É o caso dos papéis do setores elétrico, de telecomunicações e bancário. Entre as ações que fazem parte do Ibovespa, as maiores altas foram de Net PN (+10,7%) e Tele Celular Sul ON (+10,1%). Já as quedas mais significativas ficaram com Light ON (-3,5%) e Comgás PNA (-2,7%).

  • O mercado se comportou melhor que o esperado: o dólar não explodiu, os títulos da dívida externa subiram e o risco-país caiu. Isso ajudou o mercado brasileiro a subir, na contramão do mercado americano, que repercutiu alguns resultados negativos de empresas – disse Monteiro.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), as projeções das taxas de juros acompanharam a tendência do dólar e recuaram no final do dia. O Depósito Interfinanceiro (DI) de novembro, que projeta os juros de outubro, permaneceu em alta e fechou em 21,80% ao ano. O ajuste é um sinal claro de que os investidores não descartam uma nova alta da taxa Selic, hoje de 21% ao ano. Um dos motivos da aposta é a aceleração da inflação e a manutenção do dólar em patamares elevados.

Na reta final das eleições presidenciais, os investidores se dedicam às especulações em torno de nomes de um eventual governo petista e repercutem declarações do comando da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva.

Fonte: GloboNews / Valor Online

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