22/10/2002 10h15 – Atualizado em 22/10/2002 10h15
ROMA – O futebol da Itália enfrenta uma grave crise financeira, com risco de novas falências de clubes, como a sofrida pela Fiorentina, advertiu nesta terça-feira o presidente da federação italiana, Franco Carraro, em uma entrevista a La Gazetta dello Sport.
“O futebol está gastando mais do que ganha. Ainda vamos sofrer durante dois ou três anos. É um momento de lágrimas e sangue”, afirmou Carraro, de 63 anos, que dirige a federação desde o final de dezembro passado.
Os 18 clubes da série A – a primeira divisão – e os 20 da série B terminaram a temporada de 2001-2002 com um prejuízo acumulado de 485 milhões de dólares, em compraração com os prejuízos de 323 milhões na temporada anterior, segundo um estudo publicado, também nesta terça-feira, pelo jornal econômico Il Sole 24 Ore.
A situação financeira dos três grandes clubes cotados na bolsa está longe de ser boa.
O Lazio, de Roma, terminou a temporada passada, em junho, com um prejuízo de 54,4 milhões de dólares, contra 15,9 milhões em 2001.
O AS Roma goza de melhor saúde, com um prejuízo de 8,4 milhões em 2001 e de 3,2 milhões em 2002.
O Juventus, de Turim, está também no vermelho, com um rombo de 12,8 milhões de dólares, depois de ter apresentado, na temporada anterior, um lucro de 24,6 milhões.
“O próximo conselho geral discutirá a reforma dos campeonatos e a introdução de novas regras de controle financeiro”, anunciou Carraro.
A evolução dos salários de jogadores e técnicos é um dos grandes temas de preocupação da federação, assinala Il Sole 24 Ore.
Uma hipótese de trabalho é uma redução de 30 por cento dos salários para os clubes da série A e de 50 por cento para os da B, anuncia o jornal.
“Mas os juristas consultados pela federação afirmaram que, sem a concordância dos jogadores, será impossível baixar os salários com os contratos em vigência”, completou o diário.
Fonte: France Presse




