22/10/2002 16h42 – Atualizado em 22/10/2002 16h42
Mais de 50 produtores rurais da região denominada “Mosquiteiro”, no distrito de Cabeceira do Apa, em Ponta Porã, estiveram reunidos na tarde de ontem na sede do Sindicato Rural de Antônio João, para debater os problemas causados por mais uma invasão indígena e protestar contra a portaria da Fundação Nacional do Índios (Funai) que, segundo eles, está completamente errada.
O encontro, organizado pelo Sindicato Rural de Antônio João (SRAJ), presidido pelo engenheiro Edgar Martins Peixoto, contou com a presença do secretário do Sindicato Rural de Ponta Porã, Ronei Silva Fuchs e dos pecuaristas Pio Queiroz Silva, Armindo Derzi, Manoel Afonso, Pio Silva, Oswaldo de Almeida Mattos, Eneida Fuchs, e também do deputado estadual Flávio Kayatt, que representou o deputado federal Waldemir Moka.
Em pauta, o processo administrativo que está sendo elaborado pela Funai nas terras do Mosquiteiro, em Ponta Porã, embora a portaria tenha sido determinada para o município de Antônio João. A principal preocupação dos fazendeiros é no sentido de não permitir a entrada dos funcionários da Funai nas fazendas, “pois eles estão passando por cima de documentos datados de 1900”, reclamam.
Os títulos das terras do Mosquiteiro datam de 1915 e não há nenhuma indicação de existência de indígenas nos mapas. Pio Queiroz disse que nenhum produtor deve fazer acordo com os índios, porque só tem a perder. “É preciso preservar hoje mínima e basicamente os títulos existentes”, afirmou. Ele propôs a criação de uma associação para defender os interesses dos produtores da região.
Os produtores debateram o fato de que, constitucionalmente, os índios não podem ter posse de terras e sim a União, muito embora os guarani-kaiowá tenham se tornado uma sociedade organizada, com direito a título de eleitor, identidade, CPF, aposentadoria e a participar de programas sociais do governo. Os índios recebem apoio do Conselho Indigenista Missionários (CIMI), considerado a “grande cobra” do movimento indígena.
Durante a reunião os produtores formaram uma associação para se defenderem no processo litigioso com os índios, sendo eleitos para compor a entidade os produtores rurais Ronei Silva Fuchs (presidente), Feliciano Swerts (vice), José Altair Gomes (secretário), Ronaldo Silva Fernandes (2º secretário), Dejacir Dolci (tesoureiro) e Jorge dos Santos Reis (2º tesoureiro).
Fonte: Dourados News






