22/10/2002 14h11 – Atualizado em 22/10/2002 14h11
WASHINGTON – Um vírus de macaco que contaminou alguns lotes da vacina contra a pólio nos anos 50 e 60 tinha potencial para causar câncer, mas não há evidências o bastante para dizer se isso realmente aconteceu, informou nesta terça-feira um painel de especialistas.
Estudos não parecem sugerir que as pessoas que tomaram a vacina tiveram uma taxa mais alta de câncer, mas o vírus, chamado SV40, tem potencial para danificar as células e transformá-las em cancerosas, disse o painel do Instituto de Medicina, nos Estados Unidos.
Quando a vacina contra a pólio foi desenvolvida, a fórmula foi cultivada em um tecido retirado de rins de macacos. Em 1960, pesquisadores descobriram que esses tecidos poderiam estar infectados com o SV40, um vírus anteriormente desconhecido que causa uma infecção comum e inofensiva em alguns macacos.
Cientistas agiram para removê-lo da fórmula e a vacina contra a pólio ficou livre do SV40 desde 1963.
A pólio é uma doença que mata ou deixa os infectados paralíticos. Antes da vacina, milhares de crianças infectadas precisaram viver às custas de respiradores artificiais, porque eram incapazes de respirar. Em seu auge nos Estados Unidos, em 1952, a pólio fez mais de 20 mil casos de paralisia.
Graças à vacina, a pólio foi eliminada do hemisfério ocidental em 1994. Há esforços em andamento para erradicar a doença de partes da África e da Ásia.
Fonte:Reuters






