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sexta-feira, 17 de abril de 2026

Analistas vêem EUA invadindo Iraque com apoio da ONU-pesquisa

24/10/2002 10h26 – Atualizado em 24/10/2002 10h26

LONDRES – Os Estados Unidos devem invadir o Iraque dentro dos próximos seis meses com o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), disseram analistas da área de defesa à Reuters.

Em uma pesquisa feita com 22 analistas, 13 disseram ser provável ou muito provável que o presidente norte-americano, George W. Bush, tente obter uma autorização da ONU para atacar o Iraque a fim de derrubar do poder o presidente do país árabe, Saddam Hussein.

Mas poucos prevêem uma invasão sem apoio do organismo internacional. Isso porque a maior parte dos analistas acredita que o governo dos EUA obterá uma autorização relacionada com as exigências de realização de inspeções de armas no Iraque.

“Eles prefeririam o que seria visto como uma rendição, que os iraquianos obedecessem 110 por cento a uma nova resolução da ONU,” afirmou Barry Posen, do Massachusetts Institute of Technology (MIT).

“A segunda opção seria a guerra com o apoio da ONU. A terceira, uma guerra sem o apoio da ONU. Acho que eles conseguirão fazer isso de uma forma ou de outra”, acrescentou.

A maior parte dos analistas aposta no início dos conflitos em janeiro ou fevereiro e prevê que os combates durariam até três meses.

Seis analistas disseram que uma invasão do Iraque com a aprovação da ONU era muito provável. Sete achavam que isso era provável e cinco avaliaram as chances em 50 por cento. Apenas três consideraram improvável o ataque e um, muito improvável.

No caso de um ataque sem autorização da ONU, os analistas se dividiram em seis para muito provável, dois para provável, seis em 50 por cento, sete para improvável e um para muito improvável.

Se os EUA invadirem o Iraque, a maior parte dos analistas prevê um conflito militar total e relativamente breve. Isso deve ajudar a economia mundial a voltar a crescer, disseram economistas.

Os preços do petróleo devem cair. Com a queda dos custos, a confiança dos consumidores aumentaria nas maiores economias do mundo, abrindo as portas para novos investimentos.

Fonte: Reuters

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