30/10/2002 13h56 – Atualizado em 30/10/2002 13h56
Seguindo a incidência geral, 1% da população brasileira (cerca de 1,7 milhão) é vítima do glaucoma primário de ângulo aberto. Trata-se de uma doença silenciosa, que pode evoluir ao longo de vários anos sem sintomas, levando à perda total da visão, se não tratada adequadamente. É a segunda causa mais freqüente de cegueira no mundo, atrás do diabetes. Daí a importância do diagnóstico precoce.
Apesar de raro, o glaucoma congênito também é grave, merecendo a atenção de pediatras e familiares das crianças recém-nascidas. Para prevenir este e outros comprometimentos visuais, os especialistas aconselham a realização de consultas periódicas a cada dois anos, podendo o intervalo ser menor caso haja indicação.
O professor da Faculdade de Medicina da UFMG, Homero Gusmão de Almeida, informou que a incidência de glaucoma aumenta após os 40 anos de idade, havendo também fator de predisposição genética no caso de parentes de primeiro grau, como pais e irmãos: As chances de desenvolvimento do mal crescem dez vezes.
Como não há dor ou outro sintoma inicial no glaucoma primário de ângulo aberto, a pessoa geralmente só percebe que tem o problema quando há diminuição do campo visual: o tratamento visa paralisar o processo, que pode levar à cegueira, mas a perda já ocorrida é irrecuperável.
Fonte: Jornal de Brasília






