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segunda-feira, 20 de abril de 2026

Imagem da carne brasileira está melhor no exterior

04/11/2002 14h42 – Atualizado em 04/11/2002 14h42

Essa é a principal percepção de pecuaristas e técnicos brasileiros presentes ao SIAL (Salão Internacional da Alimentação), que aconteceu no final de outubro em Paris, França. “O conceito realmente está mudando. A carne brasileira ganha status de produto de boa qualidade. Entretanto, é necessário agregar mais informações, principalmente quanto ao manejo sanitário e alimentar do nosso rebanho para satisfazer os importadores”, afirma José Luiz Vianna, executivo do Grupo Planejar, de Porto Alegre (RS), líder em rastreabilidade bovina com mais de 500 mil animais devidamente enquadrados na nova legislação de produção e exportação de carne.

A rastreabilidade bovina no Brasil é a primeira resposta a essa exigência dos importadores. E foi um dos pontos mais discutidos e enfaticamente divulgados pela delegação brasileira durante o SIAL, mostrando ao mercado internacional que o País busca soluções para atender a demanda por carne com certificação de origem e de qualidade.

“Realizamos vários contatos em Paris e ficou claro que o consumidor europeu quer carne rastreada. Mas há setores, ainda mais exigentes, que também querem a certificação dos processos de produção. Esse nicho, embora pequeno, pode abrir oportunidades com preços superiores. Vale lembrar, também, que em alguns meses aumentará de 15 para 25 o número de países que fazem parte da União Européia. Portanto, grandes compradores de carne brasileira que neste momento não pedem rastreabilidade nem certificação assim que entrarem para o bloco passarão a ter essa exigência”, informa David Makin, presidente da CFM Agropecuária, um dos maiores grupos pecuários do Brasil, com rebanho estimado em mais de 90 mil cabeças espalhadas pelas regiões Sudeste e Centro-Oeste.

“É preciso trabalhar duro na questão da rastreabilidade para vencer as barreiras mercadológicas e inovar cada vez mais, com o objetivo de garantir a colocação do produto brasileiro no exterior”, diz Vianna. Para David Makin, o Brasil deve priorizar a certificação de origem, já que, além de um padrão de qualidade superior, pode garantir acesso a mercados com cotações mais atrativas.

Fonte: Texto Assessoria

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