17/11/2002 19h09 – Atualizado em 17/11/2002 19h09
Autoridades dizem que problema está controlado
Recentemente em Três Lagoas vêm surgindo uma série de ocorrências em que grupos rivais se enfrentam. As autoridades policiais dizem que o problema está sendo controlado por meio de mapeamento das gangues.
Todas as noites andando pela cidade é possível perceber um amontoado de jovens, principalmente em esquinas e travessas de linha. Sem contar os rachas que constantemente tiram o sono da população.
Na última ocorrência grave envolvendo adolescentes está um tiroteio no jardim planalto em 30 de setembro. Por causa de uma intriga, que começou na escola, três pessoas ficaram feridas e um adolescente morreu. Na mesma madrugada dois grupos rivais trocaram tiros em plena praça da Bandeira, onde acontecia um comício.
Segundo o tenente coronel Edson Alves Severino, todas as gangues estão sendo mapeadas. “As ocorrências envolvendo grupos rivais têm um tratamento especial”.
Por segurança, o tenente não informou quantos grupos são monitorados e salienta que “esse procedimento não quer dizer que o indivíduo será fiscalizado todos os dias. Não fazemos nada que vá ferir o direito do cidadão”.
O tenente explica que assim que uma ocorrência envolvendo vários jovens é registrada, o serviço reservado, por meio de outras ocorrências, vai checar se houve reincidência.
“Pelo nome das pessoas conseguimos chegar até os líderes dos grupos, cruzando as informações que temos”.
Severino afirma que a cidade não tem muitos boletins com essas características.
O mesmo diz o delegado regional da Polícia Civil, Luiz Ricardo de Lara Dias. Segundo Lara, o ápice das gangues foi entre os anos de 1991 e 1992 “mas sempre elas existiram e sempre existirão”.
Lara explica que uns dos motivos para a diminuição desses grupos são “a atuação conjunta entre Polícia Militar, Civil e o Juizado de menores”.
EXEMPLO
Um exemplo de combate às gangues foi dado pelo ex-comandante da PM de Três Lagoas e hoje diretor geral do DOF (Departamento de Operações da Fronteira), Julio Cesar Komiama.
Komiama selecionou vários policiais que começaram atuar infiltrados nos grupos. Quanto às gangues que disputavam “rachas” na cidade, uma câmera flagrava os jovens e as placas dos carros. Depois, com a presença dos pais era mostrada a prova.
Estas foram uma das ações que resultaram em uma diminuição expressiva de ocorrências relacionando grupos de adolescentes.
O trabalho foi reconhecido, e após sair de Três Lagoas, o comandante ficou no comando do Batalhão da PM em Dourados e depois foi chamado para integrar o DOF.





