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quinta-feira, 23 de abril de 2026

Presos são transferidos para Dourados

17/11/2002 19h12 – Atualizado em 17/11/2002 19h12

Mais policiais militares fazem a segurança do EPTL e todas as guaritas foram ativadas

Depois da fuga de cinco presos na madrugada de quarta-feira (13) no Estabelecimento Penal de Três Lagoas (EPTL), dez detentos foram transferidos para o presídio de Dourados.

Durante toda madrugada de quinta-feira (14) policiais militares e agentes penitenciários cuidaram da remoção dos detentos. Segundo o diretor do EPTL, Wilson Garcia, está é uma das maneiras de se tentar “aliviar a superlotação que temos”.

Foram levados para Dourados, Fábio Parreira Santiago Costa (cumpria pena por tentativa de homicídio), Joenis Farias Guimarães (tráfico), Jair Teixeira (tráfico), Luciano Tertuliano da Silva (furto), Lucimar Romero dos Reis (homicídio e tráfico), Luciano Corrêa Martins (tráfico), Márcio Bento Fernandes (furto), Maurinilson Alves Dias (tráfico), Dionício Borges Berco (furto) e Maurinilson Alves Dias (assalto a mão armada e tráfico). Este último é o único detento que não era de Três Lagoas e sim de Campo Grande, tendo passado por vários presídios, inclusive do estado de São Paulo.

O presídio de Dourados, assim como o de Campo Grade, é temido por presos do interior por ser um lugar altamente violento, contendo homens de grande periculosidade.

O critério utilizado para a escolha dos detentos transferidos foi, além a periculosidade, o registro de serem inquietos e de agitarem os companheiros de cela.

Segundo o diretor do EPTL, “a Agepen e o juiz da comarca informaram que tentarão, até o fim do ano, transferir mais 50 presos”.

“Precisamos disso o mais rápido possível pois temos de tirar os 33 detentos que estão nas delegacias”, enfatiza Garcia.

Só no 1º Distrito Policial (1º DP, Jardim Morumby) estão 19 presos, no 2º DP (Vila Haro) são seis e na delegacia da Polícia Federal são oito.

SEGURANÇA

Além da transferência, Garcia conta que mais policiais militares foram levados para o local. Por motivos de segurança, ele não quis informar o número total.

Outra ação tomada depois da fuga é a reativação de todas as guaritas. A que estava no fundo dos presídios não funcionava desde 1983.

FUGA

Essas medidas foram tomadas depois que cinco presos escaparam por um túnel de um metro e meio na madrugada de quarta-feira (13). Segundo a perícia, os homens utilizaram dois pedaços de madeira e uma barra de ferro para perfurar os oito centímetros de concreto.

O túnel dava acesso à marcenaria, e depois de passar por ele, os detentos rastejaram pela horta até chegarem ao muro de três metros.

Os foragidos Alessandro Luiz Gomes, o “Peca”; Amaro Cícero dos Santos; Gilmar Fernandes Ferreira, o “Mazinho”; Paulo da Silva Santos e Wilson Lopes Junior ainda não foram encontrados.

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