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sexta-feira, 1 de maio de 2026

CPI da Tortura diz que testemunha foi eliminada

16/12/2002 17h56 – Atualizado em 16/12/2002 17h56

Bastaram algumas horas de trabalho e a tomada de uns poucos depoimentos para a presidente da CPI da Tortura da Câmara Federal, deputada Elcione Barbalho (PMDB-PA), manifestar sua indignação e revolta com o que ouviu até agora. Os integrantes da comissão chegaram hoje a Vitória para investigar as circunstâncias em que ocorreram a transferência e o assassinato do agricultor Manoel Corrêa da Silva Filho, uma das principais testemunhas contra os acusados de integrar o crime organizado no Espírito Santo.

Recolhido por medida de segurança à carceragem da Polícia Federal, ele foi transferido em novembro, por ordem do delegado Joaquim Borges, para o presídio Monte Líbano, em Cachoeiro de Itapemirim, a cerca de 150 quilômetros de Vitória, onde morreu duas horas depois de ter dado entrada. Apesar dos poucos depoimentos tomados até agora, os membros da CPI já estão convictos de que a testemunha foi transferida de cadeia exatamente para ser eliminada.

A audiência da comissão está sendo realizada na sede da Ordem dos Advogados do Brasil e até esta tarde já haviam sido ouvidos os promotores Evaldo Martinelli, do grupo de repressão ao crime organizado, e José Luciano, da comarca de Cachoeiro de Itapemirim, o juiz Alexandre Martins de Castro Filho, da Vara de Execuções Penais, o delegado federal Joaquim Borges e o ex-superintendente da PF no Estado, Tito Corrêa, afastado do cargo depois da morte do agricultor.

A CPI permanece no Espírito Santo até amanhã.

Fonte: JB Online

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