17/12/2002 15h41 – Atualizado em 17/12/2002 15h41
O mercado previa que a inflação medida na segunda prévia de dezembro ficaria entre 3,65% e 4,10%, mas o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) do período mostrou uma perda de intensidade e acabou fechando em 3,26%, menos do que os 3,86% da segunda prévia de novembro. Isso confirma a tendência de desaceleração inflacionária, com o índice cheio de dezembro ficando possivelmente abaixo dos 5,19% de novembro.
A queda na segunda prévia de dezembro foi conseqüência especialmente da redução do ritmo de reajustes no atacado, ainda que permaneçam as pressões para o consumidor. Para o economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV) responsável pelo índice, Salomão Quadros, os resultados divulgados ontem mostram que “os sinais de desaceleração da inflação foram ampliados”.
Para ele, “tudo leva a crer que a inflação de dezembro será menor que a de novembro “. Os produtos alimentícios continuam exercendo influência crucial sobre o IGP-M, seja para a redução da intensidade da alta dos preços no atacado ou para a maior pressão no varejo.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC, medido pela FGV e formador de 30% do IGP-M) registrou variação de 2,54% na segunda prévia – cuja coleta ocorreu de 21 de novembro ao último dia 10 -, maior do que os 2,07% da segunda prévia de novembro.
A alimentação no IPC passou de 3,7% em novembro para 4,08% em dezembro.
“Essa alta não é surpresa pois os alimentos vinham exercendo forte pressão no atacado e os aumentos estão chegando ao varejo”, disse Quadros. As altas de maior peso dos alimentícios ao consumidor ocorreram no pão francês (3,84%) e no açúcar refinado (21,06%).
Fonte: Jornal da Tarde



