17/12/2002 15h46 – Atualizado em 17/12/2002 15h46
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, pediu ao ministro de Defesa de Israel, Saul Mofaz, que prepare um relatório sobre a morte de um funcionário britânico da Agência para a Assistência dos Refugiados Palestinos (UNWRA) causada por um soldado israelense.
Conforme informou hoje o porta-voz da organização, o pedido do secretário-geral aconteceu em uma reunião que teve ontem com o ministro israelense na sede da ONU em Nova York, onde ambos conversaram sobre a situação do Oriente Médio.
Na reunião abordaram o assunto das recentes mortes na Cisjordânia e Gaza causadas pelo exército israelense de três funcionários da ONU, entre eles o britânico Ian Hook, e da destruição das instalações do Programa Mundial de Alimentos.
“O secretário-geral reiterou que espera que o governo de Israel faça uma investigação rigorosa sobre a morte de Ian Hook e que apresente o relatório por escrito”, explicou Fred Eckhard, porta-voz da ONU.
Annan também enfatizou a necessidade de facilitar a segurança e acesso aos membros da UNRWA e outro pessoal que desenvolve atividades humanitárias nos territórios ocupados da Palestina.
De acordo com o porta-voz, Annan felicitou o Governo israelense pela iniciativa de transferir US$ 28 milhões em impostos à Autoridade Nacional Palestina, embora tenha dito que Israel deveria estar à frente nas iniciativas para aliviar a grave crise humanitária que vive a população palestina.
Por outro lado, a Síria, em nome do grupo árabe, apresentou uma minuta de resolução no Conselho de Segurança para condenar Israel pelo massacre dos funcionários da ONU em Gaza e Cisjordânia.
No documento condena a atuação das autoridades de Israel com base no que é estipulado na Convenção de Genebra de 1949 sobre a proteção de civis em tempos de guerra.
Embora ainda não se tenha previsto uma data para a votação desta nova resolução de condenação a Israel, o embaixador sírio diante da ONU, Mikhail Weibe, destacou a importância de ser adotada e qualificou as mortes como “atrocidades terroristas”.
Fonte: Agência EFE




