17/12/2002 09h01 – Atualizado em 17/12/2002 09h01
O Partido Trabalhista israelense pensa em propor em sua plataforma para as eleições nacionais de 28 de janeiro a adoção de um regime especial de poder no Monte do Templo. A idéia é ceder o controle do Monte do Templo, também conhecido como Esplanada das Mesquitas, para os muçulmanos. De acordo com o jornal Haaretz, a proposta será exposta na quinta-feira ao Comitê Central do Partido.
Caso chegue ao poder, o líder trabalhista Amram Mitzna deve renunciar à soberania política do local sagrado para judeus e muçulmanos. Atualmente a colina é dominada exclusivamente pelo Estado de Israel, uma posição defendida pelo primeiro-ministro Ariel Sharon, líder do Likud, que será o principal rival dos trabalhistas nas eleições.
A proposta de um regime especial para o santuário difere do estipulado no último mês de julho pela Convenção Nacional do Partido Trabalhista, que propunha a constituição de um conselho internacional de supervisão. Essa resolução causou reações ruins no Partido e a nova fórmula teria como objetivo aplacar o furor provocado pela primeira proposta.
A Autoridade Nacional Palestina (ANP) e seu presidente, Yasser Arafat, exigiram nas negociações de paz de 2000, a soberania absoluta no Haram as-Sharif, onde ficam as mesquitas de Al-Aqsa e Omar. Os judeus denominam a colina Monte Moriá, onde Abraão esteve a ponto de sacrificar seu filho Isaac para colocar a toda prova sua lealdade a Jeová, ou Monte do Templo do Rei Salomão.
Fonte: Agência EFE




