18/12/2002 09h59 – Atualizado em 18/12/2002 09h59
A economia brasileira saiu da UTI, acredita o ministro da Fazenda, Pedro Malan, que foi à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado para explicar o acordo feito com o Fundo Monetário Internacional (FMI) em agosto, que resultou em um empréstimo de US$ 30 bilhões – US$ 6 bilhões neste ano e US$ 24 bilhões em 2003. Segundo Malan, a fase ruim do país foi superada. “Temos todas as condições de fazer o país voltar a crescer.” O ministro informou ainda que o governo vai sacar a parcela de US$ 3 bilhões a que o Brasil tem direito nesta semana.
Malan voltou a elogiar o futuro ministro da Fazenda, Antonio Palocci, e também as escolhas do novo governo para os Ministérios da Agricultura (Roberto Rodrigues), Desenvolvimento (Luiz Fernando Furlan) e Casa Civil (José Dirceu).
“O futuro Ministro Palocci já demonstrou bom senso, eqüilíbrio e pragmatismo. Já as indicações do novo Ministério também mostraram que o novo governo está comprometido com a racionalidade e a maturidade política. O ministro da Fazenda, Pedro Malan, também disse que o povo brasileiro não tolerará a adoção de políticas governamentais que provoquem o aumento da inflação.
Para Malan, existe espaço para apreciação do câmbio, tornando possível reduzir em reais o valor da dívida indexada a moedas estrangeiras e mostrando que a dívida é administrável. Na opinião do ministro da Fazenda, o próximo governo terá condições de retomar a normalidade e alongar a dívida pública.
Malan lembrou que a expressão UTI foi usada pelo presidente do Banco Central (BC), Armínio Fraga, quando a economia atravessava seu pior período: o risco-país saltou de 700 pontos básicos para 2.500; o dólar subiu de R$ 2,30 para R$ 4,00; e houve incertezas quanto às contas externas e à dívida doméstica e em relação ao que faria o presidente eleito. O ministro destacou a resposta do atual governo, além do comportamento dos políticos que concorreram nas eleições presidenciais e “dos que venceram”.
Fonte: Gazeta do Povo




