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sábado, 2 de maio de 2026

MS tem uma das maiores fábricas de bens de produção

18/12/2002 10h25 – Atualizado em 18/12/2002 10h25

Campo Grande, MS – A construção naval de Mato Grosso do Sul, é um setor que emprega intensivamente mão de obra. Por ser uma indústria montadora, agrega valores à sua linha de produção utilizando materiais e equipamentos fornecidos por terceiros, gerando empregos em toda a sua cadeia produtiva.

A construção naval é tão importante ao Estado quanto outras indústrias já instaladas em Mato Grosso do Sul. Segundo a revista “500 Maiores Empresas do Brasil” edição 2002, do Instituto Miguel Calmon de Estudos Sociais e Econômicos – IMIC, que analisa o desempenho de empresas no país, em diversos setores, a Cinco & Bacia –Companhia Interamericana de Navegação e Comércio, sediada em Ladário, está classificada entre as maiores do Centro-Oeste e as principais empresas que fabricam bens de produção nos diversos segmentos da economia. No setor da indústria naval, a Cinco & Bacia é a maior.

Para atender a demanda do transporte fluvial pelas vias navegáveis, além do mercado interno e externo e prioritariamente o consórcio interativo sob sua bandeira como também a parceiros e empresas armadoras, a Cinco & Bacia continua investindo. “É o estaleiro naval mais equipado de hidrovia e um braço armado do grupo, paralelo e complementar da empresa, dimensionado para a atividade fluvial com resultados satisfatórios na cadeia de produção do estado, constituindo-se no terceiro maior do país em processamento de aço com 100 mil quilos/mês e cerca de 1.200.000 quilos/ano, gerando cerca de 100 empregos diretos e indiretos”, segundo o engenheiro naval, Michel Chaim diretor do grupo.

Segundo Chaim, o volume de recursos empregados na navegação é considerável para gerar um emprego, mas o fator social é muito maior. “Só para se ter uma idéia: cada emprego gerado custa em torno de 500 mil reais, mais o efeito multiplicador é imensurável, gerando outros 100 diretos e indiretos com serviços complementares, alavancando o mercado local como armazéns para fornecimento de gêneros alimentícios, hotéis, companhias aéreas, agências de viagens, entre outros e insumos básicos para consumo e reparo. “É investimento sobre ganho social”, explica ele.

Para Michel, o governo estabeleceu, com políticas na área de infra-estrutura e relações internacionais, a inserção do Estado na geopolítica das atividades do Mercosul, priorizando a vias navegáveis como fundamentais para seu desenvolvimento e com a privatização de portos, como o de Porto Murtinho essenciais para gerar divisas com importação e principalmente com exportações, proporcionando desenvolvimento para todos os setores ligados a essa atividade.

“O governador Zeca do PT se posicionou diante da comunidade nacional e internacional sobre o papel primordial que as hidrovias representam para o Estado e para o País. Ele resgatou a credibilidade do empresariado sul-mato-grossense em investir em suas empresas propiciando a geração de mais empregos, uma de suas ações enquanto governo. O Estado só poderá crescer com o governo criando um ambiente propício para as empresas e empresários e isto Zeca está fazendo. Não se trata de mera retórica”, afirma. Investir nas empresas, em busca do aumento de produtividade, segundo Michel, significa alongar a produção “indireta”.

“No estaleiro, hoje temos uma carteira de construção com quatro empurradores sistema azimutal de 1.500 hp, seis empurradores de proa (thruster boat) de 450 hp, um empurrador de proa (sistema misto) de 900 hp, três jumborização de barcaças a óleo de 1000m3, rebuilding (reconstrução) de 10 barcaças graneleiras de 1.300 toneladas e 20 barcaças de 1.500 toneladas em manutenção. O reparo naval também é uma atividade paralela à construção naval. O estaleiro tem oficinas mecânicas de motor diesel, elétrica e de hélices/eixos, parques de construção e de acabamento, plantas de limpeza e setores de marcenaria e pintura”.

A Cinco & Bacia é uma empresa brasileira que atua principalmente na hidrovia Paraguai-Paraná, fundada em 1989 e desde então vem demonstrando sua força e pujança na navegação internacional. No ano de 1992, através do programa de privatização do governo brasileiro, adquiriu o controle acionário do Serviço de Navegação da Bacia do Prata – SNBP, empresa tradicional e atuante na mesma hidrovia desde o ano de 1945. Conta hoje com modernas instalações e com toda infra-estrutura para fabricação de navios, barcos e barcaças, bem como, reparo e manutenção de suas embarcações. Sua atividade é centrada na navegação. Comércio exterior, construção naval e agência fluvial com um faturamento de US$ 10 milhões/ano.

Sua frota é composta de 250 barcaças e 16 empurradores e transporte de 1.500.000 toneladas/ano. Seu quadro de funcionários é de 330 pessoas com 160 fluviares, 40 administradores/controle, 100 empregados no estaleiro e 30 nos portos. Faz parte ainda de sua estrutura dois portos em Cáceres – Mato Grosso, um em Porto Murtinho e um terminal em Corumbá – Mato Grosso do Sul. Suas tecnologias de navegação é uma das mais modernas do mundo, Sistema Azimutal (empurrador Nazira) empurradores de proa (thurster boa – Brasília), bóias de armação, plantas de limpeza das barcaças, sistema de comunicação e navegação por satélite e acompanhamento “online” e pela internet da frota.

Com objetivo de atender a crescente demanda de escoamento de produtos agrícolas dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e assim manter um completo serviço de transporte, dentro da filosofia da cadeia de suprimentos (“Chain Supply”) a CINCO opera, em parceria com seus destacados clientes, os portos de Cáceres e Porto Murtinho, oferecendo desta maneira a mais completa eficiente estrutura de logística de transporte fluvial na Hidrovia Paraguai-Paraná. Novas tecnologias foram e estão sendo desenvolvidas para melhor atender ao serviço de transporte fluvial nesta hidrovia, observando as particularidades de uma navegação segura e eficiente na região do pantanal brasileiro, respeitando assim os quesitos ambientais.

Fonte: APn

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