18/12/2002 14h50 – Atualizado em 18/12/2002 14h50
Diminuir o intervalo entre as doses de quimioterapia pode ajudar a reduzir o risco de recorrência de câncer de mama, informou um pesquisador de Nova York, durante apresentação de estudo no simpósio anual de San Antonio sobre Câncer de Mama.
Segundo o cientista, além disso, quando os agentes da quimioterapia foram ministrados um após o outro, em uma sequência, os efeitos tóxicos sobre os pacientes se mostraram menores do que quando as substâncias foram usadas de forma combinada.
O acréscimo de um estimulante de glóbulos brancos à mistura ajudou a evitar internações decorrentes de neutropenia, distúrbio caracterizado por uma redução em células sanguíneas que combatem infecções, efeito colateral da quimioterapia frequente, disse Marc Citron, professor de medicina do Escola de Medicina Albert Einstein, em Nova York.
“Para pacientes com câncer de mama, estudar a frequência da dosagem é uma área importante de pesquisa”, disse Citron à Reuters Health. Uma nova geração de estudos sobre a doença concentra-se em um regime quimioterápico com intervalos menores, conhecido como abordagem ” de dose concentrada”, disse o especialista. Se os resultados forem confirmados, esse tipo de tratamento pode ficar mais acessível para os pacientes.
“Dosagens mais frequentes podem ser uma opção para alguns doentes. Ainda não é o padrão de atendimento para certos tipos de câncer de mama, mas é uma opção que será discutida com os pacientes após a divulgação desses resultados”, disse Citron.
Fonte: Terra





