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quinta-feira, 14 de maio de 2026

Briga de Marido e Mulher

17/03/2003 15h14 – Atualizado em 17/03/2003 15h14

Disse o Marido:

Tu nasceste mulher para ser puta,

E puta da ralé não é assim,

Velha, não vês que já chegaste ao fim?

Por que não deixas esta insana luta,

Esta carcaça velha e corrupta,

Embucada de lama e de carmim?

Bem demonstra que és a prostituta

Que o lupanar expulsou por ser ruim,

Dar-te-ei um conselho, não te ofendas

Nesta idade em que muitas fazem rendas,

E que o povo as despreza e não as quer,

Se não serves para a filha de Maria,

Procuras engomar para outra mulher…

E a Mulher:

Tu disseste que nasci para ser puta,

Desdenhaste de minha pouca sorte,

Pois Zuza, serei puta até a morte,

Mas um macho qual tu não me desfruta,

E que entre as pernas Deus me deu gruta,

Fenda, talhe, lasca ou corte,

Para um macho viril esbelto e forte,

Que preze esta mulher que chamaste corrupta,

Serei puta, meretriz, fubana,

Levarei até o fim o meu destino cru,

Vendendo a minha pobre carne humana,

Menos a um macho escroto como tu,

Fresco, impotente, sem tesão, sacana,

Que vive dando a todo mundo o cu…

(Autor anônimo)

Esse poema foi atribuído ao poeta cearense Quintino Cunha, entretanto o seu único filho e herdeiro intelectual Plautus Cunha, nega veementemente.

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