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quinta-feira, 14 de maio de 2026

Dólar abre em forte baixa, com maior liqüidez e mercado aguardando guerra

18/03/2003 10h52 – Atualizado em 18/03/2003 10h52

SÃO PAULO – O dólar comercial iniciou as negociações desta terça-feira em forte baixa, com o mercado mais aliviado após uma definição mais clara sobre a guerra, apostando que o conflito armado tenha curta duração e não implique maiores conseqüências negativas à economia brasileira.

Bush dá ultimato a Saddam

Em discurso à população norte-americana na noite da última segunda-feira, o presidente dos EUA, George W. Bush, afirmou que o líder iraquiano, Saddam Hussein, assim como seus filhos, deverão deixar o Iraque em 48 horas ou enfrentar a guerra. Bush voltou a reiterar que a possibilidade de uma solução pacífica para situação no Oriente Médio chegou ao fim, visto que não foi possível evitar a guerra através dos meios diplomáticos.

O presidente dos EUA voltou a criticar indiretamente França e Rússia, países com poder de veto no Conselho de Segurança da ONU, por serem contra o ataque ao Iraque, país que Bush acusou de não ter se desarmado completamente e de financiar atos terroristas contra países ocidentais. Em seu discurso, George W. Bush citou que o Conselho de Segurança falhou ao cumprir com sua responsabilidade, mas que os EUA não falhariam com as deles.

FMI flexibiliza meta de inflação

Além disso, colabora com o maior otimismo no mercado de câmbio o anúncio da conclusão da segunda revisão do acordo entre o Brasil e o FMI (Fundo Monetário Internacional) que, além da liberação de mais uma parcela de US$ 4,1 bilhões ao País, previu a flexibilização da meta de inflação.

Nesse sentido, a meta central para inflação acumulada em 12 meses até o final de setembro, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) foi elevada de 7% para 15%, com intervalo de tolerância de 2,5 pontos percentuais, para cima ou para baixo.

No entanto, para o ano fechado de 2003, ou seja, para o período de doze meses encerrados em dezembro deste ano, a meta de inflação continua sendo de 8,5%, sem qualquer intervalo de tolerância.

Finalmente, as atenções no mercado seguem direcionadas ao início da reunião do Copom, marcada para esta terça-feira. Após as elevações nas duas últimas reuniões, grande parte do mercado espera a autoridade monetária que mantenha a taxa de juros inalterada em 26,5% ao ano.

Dólar opera em forte baixa

Desta forma, o dólar comercial opera em forte baixa de 1,16%, sendo cotado a R$ 3,407 na compra e R$ 3,412 na venda. Com a variação desta terça-feira, a moeda norte-americana registra queda de 4,76% neste mês de março e uma desvalorização de 4,23% desde o início do ano.

No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 3,540, representando ágio de 3,90% em relação ao dólar comercial.

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