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quinta-feira, 14 de maio de 2026

Juro é o maior dos últimos 3 anos

18/03/2003 09h05 – Atualizado em 18/03/2003 09h05

CHEQUE ESPECIAL – A taxa cobrada pelos bancos bate nos 9,44% ao mês a partir de março, a maior desde o mesmo mês de 2000, chegando a 195,17% ao ano.

A taxa de juro cobrada para utilização do cheque especial subiu para 9,44% ao mês em março, passando a equivaler a 195,17% ao ano, segundo pesquisa da Fundação Procon feita com 13 instituições financeiras nos dias 6 e 7 deste mês. A taxa mensal cobrada pelos bancos em março é a maior desde o mesmo mês de 2000, quando o juro mensal do cheque especial girava em torno de 9,54% ao mês. Em fevereiro, o juro cobrado no cheque especial estava, em média, em 9,13% ao mês, aproximadamente 185,3% ao ano.

Segundo o Procon, cerca de 50% dos bancos pesquisados aumentaram suas taxas. A maior alta em março foi verificada na Nossa Caixa, que elevou o juro de 7,95% para 8,85% ao mês. Mesmo assim, a instituição continua com a menor taxa entre os bancos pesquisados. A maior é do BCN, de 10,40% ao mês.

Promoveram também aumentos significativos no juro mensal do cheque especial em março o Bradesco, de 9% para 9,70%, e o Mercantil de São Paulo, de 9,10% para 9,71%. Já a taxa média mensal cobrada nas operações de empréstimo pessoal atingiu 6,10% neste mês, maior patamar desde abril de 1999, quando chegou a 6,25%. Em fevereiro, o juro cobrado para essas operações havia ficado em 5,98% ao mês.

Entre os bancos pesquisados, os que mais aumentaram a taxa para empréstimos foram o Unibanco (6,5% para 6,90% ao mês), o Bradesco (de 6,10% para 6,40% a.m.) e o BCN (de 6,12% para 6,40% ao mês). A maior taxa foi verificada, porém, no Itaú (6,96% ao mês) e a menor, na Nossa Caixa (3,95% ao mês).

De acordo com técnicos do Procon, o aumento do juro básico da economia de 25,5% para 26,5% ao ano e da alíquota do recolhimento compulsório, de 45% para 60%, promovido pelo Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central em fevereiro, já mostra efeito document.write Chr(39)document.write Chr(39)restritivodocument.write Chr(39)document.write Chr(39) sobre a oferta de dinheiro, provocando o encarecimento das taxas para uso de cheque especial e empréstimos. “O consumidor deve refletir muito antes de contratar um empréstimo. Se o objetivo for saldar uma dívida no cheque especial, sem dúvida é preferível utilizar um empréstimo pessoal, pois as taxas são menores. No entanto, se a intenção for adquirir bens e esse objetivo não puder ser adiado, deve averiguar a possibilidade de um parcelamento sem juros ou comparar a taxa de financiamento praticada pelo estabelecimento comercial com a taxa de um empréstimo pessoal”, alerta o Procon.

No entanto, a melhor opção, segundo o Procon, é adiar certas decisões de consumo para um momento de conjuntura mais favorável.

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