18/03/2003 08h28 – Atualizado em 18/03/2003 08h28
Algumas categorias do funcionalismo público estão se unindo com objetivo de reivindicar reajuste salarial ao governo do Estado. Depois dos professores da rede, a próxima categoria a levar uma proposta oficial ao governador Zeca do PT, será a Associação de Cabos e Soldados de Mato Grosso do Sul (ACS/MS). Na sexta-feira passada foi realizada uma assembléia na Capital, na sede da ACS, com todos representantes do interior, para definir as propostas que serão encaminhadas ainda essa semana ao secretário de Segurança Pública, Dagoberto Nogueira. Os policiais militares vão receber o apoio do Simpol (Sindicato da Polícia Civil) e da ABSS (Associação dos Subtenentes e Sargentos). “Não vamos entrar nessa luta sozinhos, estaremos unidos nessa causa salarial”, disse o representante dos policiais militares em Dourados, Aparecido Lima. Até o final dessa semana, a ACS vai promover mais uma assembléia, desta vez com a presença de policiais civis e subtenentes e sargentos. De acordo com Aparecido Lima, os policiais militares reivindicam aumento da etapa para R$ 550,00 com reajuste a cada seis meses, o que não vem sendo cumprido há vários anos. Aumento do soldo em 20%, que não é a inflação acumulada que é de 26% ; auxilio moradia para R$ 150,00; um salário mínimo para risco de vida e o aumento do valor do policiamento ostensivo que hoje é considerado insignificante. A categoria já ameaça aquartelamento – uma vez que não é permitido por lei a realização de greve de policiais por se tratar de um serviço essencial – caso o governo não faça nenhuma contra-proposta. Os policiais militares manifestaram apoio aos professores da rede estadual, que marcaram indicativo de greve para dia 13 de abril. Apesar das diversas reivindicações, a categoria não recebeu até agora nenhum tipo de proposta de reajuste salarial. Os professores reivindicam 35% de reajuste, já os funcionários administrativos estão pedindo uma reposição emergencial de 50%, enquanto que o Grupo do Magistério quer uma política de valorização. Hoje o menor salário de um professor com magistério e carga horário de 20h, é de R$ 316,35.






