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quinta-feira, 14 de maio de 2026

Projeto concentra busca por ETs em 150 pontos no universo

18/03/2003 08h56 – Atualizado em 18/03/2003 08h56

Os cientistas do projeto Seti (sigla em inglês para Busca por Inteligência Extraterrestre) vão iniciar a próxima fase do ambicioso plano para encontrar vida fora da Terra.

Depois de quatro anos e bilhões de cálculos – executados por milhares de computadores pessoais em todo o planeta –, os pesquisadores decidiram aprofundar as investigações sobre cerca de 150 fontes de sinais de rádio no universo.

Esses pontos, considerados os mais interessantes, voltarão a ser observados nos próximos dias pelo supertelescópio Arecibo, em Porto Rico, na fase batizada de “contagem regressiva estelar”.

“Depois das observações da contagem regressiva estelar, poderemos eliminar os candidatos que forem apenas ruídos aleatórios ou interferências de sinais de rádio terrestres. Estamos muito curiosos sobre que candidatos permanecerão”, disse David Anderson, diretor de projeto do Seti@Home.

Sucesso

Milhões de pessoas de mais de 200 países se voluntariaram para participar do projeto desde o seu início, em 1999.

Eles armazenaram em seus computadores um descanso de tela com um programa que usa o tempo ocioso das máquinas para analisar dados de rádio-telescópios que esquadrinham os céus em busca de sinais anormais, possivelmente de outras formas de vida.

Essa idéia original acabou multiplicando a capacidade de cálculo do Seti@Home várias vezes, transformando-o no maior “supercomputador” do planeta, que já acumulou mais de um milhão de anos em tempo de cálculos.

O descanso de tela especial carrega dados do projeto Busca por Emissões de Rádio Extraterrestres de Populações Inteligentes Próximas (Serendip, na sigla em inglês), da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.

A probabilidade de que realmente sejam encontradas transmissões de formas de vida fora da Terra são muito remotas. Os cientistas mais otimistas calculam que as chances do Seti@Home encontrar ETs sejam de menos de 1%

Desde os anos 60, já foram feitas mais de 50 buscas por sinais de vida inteligente no espaço, inicialmente procurando ondas de rádio e, mais tarde, pulsos de laser. Nenhum dos dois detectou nada concreto.

Pouco tempo

A análise dos dados que serão gerados pelo telescópio de Arecibo vão possibilitar que os cientistas aprofundem as buscas nos pontos mais promissores.

O pesquisadores devem esquadrinhar o céu durante oito horas diárias, escalonando as horas do dia para cobrir o máximo de área possível.

A lista dos sinais mais promissores ultrapassa 150 muitas vezes, mas o projeto terá apenas 24 horas entre os dias 18 e 20 de março para usar o telescópio.

Os critérios usados para selecionar os sinais a serem investigados foram as seguintes:

• Número de vezes que a fonte foi detectada;

• Semelhança entre os sinais nas diferentes observações;

• Potência dos sinais de rádio;

• Proximidade de estrelas conhecidas;

• Tipo de estrela;

• Presença de planetas conhecidos.

“Acredito que devemos descobrir civilizações alienígenas nos próximos cem anos. Mesmo se não encontrarmos sinais de ETs desta vez, estou otimista de que o faremos a longo prazo, já que o nosso potencial de busca está dobrando a cada ano”, disse Dan Werthimer, cientista-chefe do Seti@Home.

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