18/03/2003 08h00 – Atualizado em 18/03/2003 08h00
O governador Zeca do PT defende maior presença da Polícia Federal na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai e a Bolívia. Ontem, ele afirmou que fará a sugestão ao ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. Embora reconheça a extensão da fronteira e as dificuldades de policiamento, Zeca afirma que a presença da polícia nos chamados corredores do narcotráfico deve ser mais intensa. Ele também defendeu a incorporação do Exército nas atividades da segurança pública. “Além do papel constitucional, o Exército deveria ser treinado para ações emergenciais na área de segurança pública”, afirmou o governador, lembrando que o Exército possui diversas unidades ao longo da fronteira e a grande maioria das tropas fica aquartelada. Recentemente, o Exército ocupou as ruas do Rio de Janeiro a pedido da governadora Rosinha Matheus (PSB). Um professor que teria “furado” bloqueio dos militares acabou sendo assassinado a tiros pelos soldados. Para Zeca do PT, o aumento do efetivo da PF, com a criação de mais delegacias na região da fronteira, e uma presença forte do Exército, podem reduzir a criminalidade e impedir o crescimento do tráfico, fator que responde pela maioria dos casos de violência. Menores O governador também defende a instituição do trabalho e atividades esportivas e recreativas nas casas de internação de menores infratores. “Não é possível que um jovem possa permanecer sem ter nada o que fazer, absolutamente ocioso”, comentou. Para ele, é preciso dar trabalho também aos presidiários sentenciados. “O ócio contribuiu para que os bandidos arquitetem seus crimes”. Uma ação mais intensa na fronteira, segundo Zeca, também será capaz de reduzir a violência motivada pelas drogas nos grandes centros urbanos, como Rio de Janeiro. Na sexta-feira passada, horas antes do assassinato de Antonio José Machado Dias, 47, juiz-corregedor de Presidente Prudente, Márcio Thomaz Bastos, anunciava a contratação de cinco mil policiais federais em diferentes funções. Para agentes penitenciários federais, cargo novo, serão 500 policiais.





