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quinta-feira, 14 de maio de 2026

Cenoura e alho viram instrumentos musicais em Londres

19/03/2003 08h59 – Atualizado em 19/03/2003 08h59

No lugar de flautas, cenouras. Em vez de violinos, talos de alho-poró. E no palco onde se apresentam os maiores nomes da música clássica mundial, a Primeira Orquestra de Legumes de Viena.

O inusitado grupo realizou três concertos no Purcell Room, no South Bank Centre, uma das principais salas de concertos de Londres, está com a agenda preenchida com apresentações em várias cidades européias e lança seu segundo CD em março.

Nessa orquestra, um pimentão vira um oboé, pepinos são tocados como trompetes e uma abóbora se torna um tambor perfeito.

Depois de as músicas serem executadas, os “instrumentos” vão para um caldeirão fumegante colocado ao lado do palco, e o público é convidado a tomar a “sopa musical” no final do espetáculo.

Cozinha

A idéia para essa orquestra não poderia ter surgido em outro lugar senão na cozinha da casa onde vivem vários integrantes do grupo, há cinco anos.

“Enquanto cozinhávamos, também brincávamos com os legumes. Então começamos a experimentar o que poderia funcionar como instrumento musical e, três meses depois, realizamos nosso primeiro concerto”, disse Barbara Kaiser, uma das integrantes da orquestra, à BBC Brasil.

Os espetáculos realizados em Londres fizeram parte de uma semana dedicada a eventos para crianças, mas Barbara insiste que o principal público da Orquestra de Legumes de Viena são os adultos.

“No nosso segundo CD, estamos explorando mixagens com música eletrônica”, afirmou. “Acho que este é um caminho que pode agradar muito aos adultos.”

Quando perguntada se o grupo consegue ser levado a sério, Barbara respondeu que sim. “No início dos concertos, as pessoas não contêm os risos ao ver a gente tocando com os legumes”, admitiu. “Mas pouco depois reconhecem que aquilo é música e ficam quietas para escutar.”

Sopa musical

Como toda boa sopa, a que a Orquestra de Legumes de Viena oferece ao público após o espetáculo leva algumas horas para ficar pronta.

Antes dos concertos, os instrumentistas vão pessoalmente à feira escolher os legumes.

Depois passam cerca de duas horas preparando os “instrumentos”.

As cenouras, por exemplo, são cortadas em diferentes tamanhos e perfuradas com uma furadeira elétrica.

Para fazer um “pepineridoo” – uma réplica do instrumento aborígene australiano djidjeridoo – os músicos retiram toda a polpa de um pepino.

Um concerto da Orquestra de Legumes de Viena não dura mais que uma hora, tempo exato para que os “instrumentos” cozinhem, antes de ser servidos.

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