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quinta-feira, 14 de maio de 2026

Grã-Bretanha promete cortar 60% das emissões de CO2

19/03/2003 14h55 – Atualizado em 19/03/2003 14h55

O governo britânico comprometeu-se nesta segunda-feira a mudar sua matriz energética para fontes mais limpas, com o objetivo de fazer com que o país produza 60% menos gases de efeito estufa até 2050.

Esses gases, principalmente o gás carbônico (CO2), estão associados ao aquecimento global e são produzidos principalmente pela queima de combustíveis fósseis, como o petróleo.

Em seu Energy White Paper (Projeto de Lei de Energia), o governo britânico prevê também a redução do uso da energia nuclear que – apesar de não produzir gases de efeito estufa – é considerada altamente perigosa e nociva ao meio ambiente.

Atualmente, a energia nuclear é responsável por 25% da energia consumida pelos britânicos. Novas usinas não serão construídas no país.

Fontes alternativas

O principal objetivo do documento é encorajar o desenvolvimento de fontes alternativas de energia, como as vindas do vento (eólica) e das ondas.

O ministro da Energia Brian Wilson disse à BBC que a divulgação do documento é um “bom dia” para o meio ambiente, mas que a Grã-Bretanha precisará trabalhar duro para atingir as suas metas.

“Queremos que as fontes de energia renováveis correspondam a 10% de nossa matriz energética até 2010, o que é um desafio. E em 2020 esperamos dobrar esse número”, acredita Wilson.

Alguns especialistas, no entanto, acham difícil a meta ser atingida, ainda mais sem o uso da energia nuclear.

As 16 usinas nucleares britânicas chegarão ao fim de sua atividade daqui a mais ou menos 30 anos.

Os ambientalistas que atuam na Grã-Bretanha, no entanto, deram as boas-vindas ao projeto. “Ele pode representar o sepultamento definitivo da energia nuclear no país”, disse a ONG Amigos da Terra.

O projeto, que vai entrar em vigor imediatamente, deve fazer com que o preço da energia consumida na Grã-Bretanha aumente entre 15% e 30%.

Mas o governo garante que isso será apenas por um período, enquanto maiores investimentos em fontes alternativas forem necessários.

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