19/03/2003 10h12 – Atualizado em 19/03/2003 10h12
O papa João Paulo II fez hoje mais um apelo em defesa da paz enquanto as tropas norte-americanas e britânicas preparam-se para investir contra o Iraque. O papa invocou o “precioso dom da boa vontade e da paz para toda a humanidade, e especialmente para as pessoas ameaçadas nesse momento pela guerra”.
O pontífice disse que reza para que, “neste momento de trepidação para a paz, o desejo de harmonia e reconciliação seja reavivado”. As declarações foram as primeiras de João Paulo desde que o governo norte-americano concedeu um prazo de 48 horas para que o presidente iraquiano, Saddam Hussein, deixe o país árabe sob pena de ser atacado. O prazo termina nas primeiras horas da manhã de quinta-feira, horário de Bagdá. Saddam rechaçou o ultimato.
João Paulo II, 82 anos, foi um dos nomes de destaque dos esforços diplomáticos que tentaram evitar um ataque contra o país árabe. Ontem, o principal porta-voz do Vaticano advertiu sobre o fato de que os países responsáveis pela guerra assumiriam grandes responsabilidades diante de Deus e da humanidade.
“Aqueles para quem se esgotaram as alternativas pacíficas oferecidas pelas leis internacionais assumem uma grande responsabilidade diante de Deus, diante de sua consciência e diante da história”, disse o porta-voz Joaquín Navarro-Valls.
O papa reiterou a necessidade de uma solução pacífica da crise iraquiana durante seu tradicional pronunciamento de quarta-feira. O homem escolhido por João Paulo II para liderar os esforços de paz da Igreja Católica, arcebispo Renato Martino, repetiu a advertência de que a guerra pode incentivar a realização de atentados terroristas.






