19/03/2003 08h54 – Atualizado em 19/03/2003 08h54
O Parlamento iraquiano se reuniu nesta quarta-feira para apoiar o presidente Saddam Hussein, com votos de que ele lidere o país à vitória numa possível guerra contra o Estados Unidos.
Saddam conseguiu apoio unânime dos parlamentares, que se reuniram numa sessão de emergência e prometeram dar seu sangue para defendê-lo.
Os parlamentares disseram que o presidente não deve se curvar às pressões dos Estados Unidos para deixar o país.
“A História vai relembrar como o povo do Iraque, sob a gloriosa liderança de Saddam Hussein, deu uma lição naqueles que não têm valor”, disseram eles, numa declaração aprovada por todos os parlamentares.
Mártires
Eles também enviaram a Saddam uma carta na qual dizem que estão prontos para se tornar “mártires” em defesa do país.
O presidente americano, George W. Bush, deu a Saddam e seus dois filhos, Uday e Qusay, um prazo que termina às 22h15 (horário de Brasília) desta quarta-feira para deixar o país.
“Isso não vai acontecer. Ele vai lutar e guiar nosso país à vitória”, disse o presidente do parlamento, Saadun Hammadi.
Durante a sessão, alguns deputados leram poemas, enquanto outros cantavam: “Iraque é Saddam, e Saddam é Iraque”.
O presidente iraquiano rejeitou o ultimato na terça-feira, classificando-o como desprezível e disse que uma guerra seria “a última agressão da América contra os árabes”.
Desde terça-feira, a televisão estatal iraquiana tem mostrado cenas de manifestações de apoio a Saddam Hussein em todo o país.
O ministro da Informação do Iraque, Mohammed Saeed Al-Sahaf, disse a jornalistas em Bagdá que uma invasão do Iraque não seria bem-sucedida.
“Eles vão enfrentar a morte definitiva”, disse, referindo-se aos soldados americanos e britânicos.






