02/04/2003 14h28 – Atualizado em 02/04/2003 14h28
SÃO PAULO – O Hospital Albert Einstein divulgou há pouco boletim confirmando que a jornalista inglesa de 42 anos apresenta os sintomas de pneumonia atípica, que são febre acima de 38 graus e sintomas respiratórios (falta de ar e tosse seca). Além disso, a paciente esteve na Malásia, considerada uma área de risco, cobrindo o Grande Prêmio da Malásia de Fórmula 1.
O boletim diz que embora o quadro clínico da paciente apresente características de pneumonia bacteriana e a evolução esteja sendo favorável com o uso de antibióticos, o hospital estabeleceu os procedimentos exigidos em casos da Síndrome Respiratória Aguda Grave. O estado geral da paciente, acrescenta, é bom. O nome da jornalista não foi divulgado.
Esse é o primeiro caso suspeito no país da doença, que preocupa a Organização Mundial de Saúde e começou na Ásia. Ela está internada, em isolamento, no hospital Albert Einstein. Segundo o secretário de Saúde, Luiz Roberto Barradas, a jornalista chegou ao Brasil na última segunda-feira e passou mal ontem, com tosse, febre e falta de ar.
O secretário afirmou que os hospitais do estado têm 24 leitos reservados para pacientes com suspeita de terem contraído a pneumonia atípica.
A jornalista chegou ao Brasil na última segunda-feira e teria estado na Malásia e em Cingapura, antes de vir para o país. O nome da paciente não foi revelado.
Segundo Barradas, os passageiros que vieram para o Brasil no mesmo vôo da jornalista não devem se preocupar, pois a doença só é transmitida em contato muito próximo. Ele disse que estão sendo contatadas pessoas que estiveram com a jornalista nos últimos dez dias.
Os sintomas da pneumonia atípica são tosse seca, dores musculares e febre acima de 38 graus. Mas para se tornar um caso suspeito da doença é preciso que o paciente tenha tido estado num dos países onde está ocorrendo a doença ou tido contato próximo com pessoa que veio de um desses países.
A assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde do estado descarta que possam ser considerados suspeitos outros casos de pessoas com sintomas semelhantes já atendidos em hospital. Segundo a assessoria, em Campinas houve um caso de uma mulher com sintomas parecidos e que havia estado no Japão, mas não foi configurado como suspeita porque ela havia estado no Japão há mais tempo do que o necessário para ter contraído o vírus.
Nancy Motta, da Vigilância Sanitária, que está no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, acompanhando os aviões que chegam de países considerados de risco disse que não tinha conhecimento do caso da jornalista. Ela afirmou que os aviões originários desses países pousam em área remota e são visitados por agentes da vigilância sanitária e da Infraero, que cadastram os passageiros e verificam se eles têm ou não algum sintoma. Entre os países de risco estão China, Hong Kong, Vietnã, Cingapura, Filipinas, Indonésia e Canadá. O maior número de casos foi registrado em Hong Kong.





