10/04/2003 08h38 – Atualizado em 10/04/2003 08h38
BRASÍLIA (CNN) — Ao mesmo tempo em que civis destruíam estátuas de Saddam Hussein em Bagdá, uma cena curiosa chamou a atenção de quem passava, no final da manhã desta quarta-feira, em frente à embaixada do Iraque em Brasília: funcionários da representação diplomática apressavam-se em queimar documentos.
Ninguém na embaixada quis explicar o episódio. Pelo menos dois funcionários foram vistos entrando e saindo do prédio, levando pilhas de papéis até o jardim, onde atearam fogo.
O fato intrigou jornalistas, especialmente por ter acontecido no dia em que, após três semanas de guerra, as tropas da coalizão liderada pelos Estados Unidos ocuparam o centro de Bagdá.
A presença dos militares na capital iraquiana incentivou uma multidão de civis a destruir símbolos do regime de Saddam Hussein, como estátuas e cartazes, e levantou ainda mais dúvidas sobre o paradeiro do presidente.
O Batalhão Barão do Rio Branco manteve o esquema de segurança habitual em torno da embaixada iraquiana em Brasília.
Uma equipe de reportagem da Rede Globo aproximou-se dos portões da embaixada, em busca de uma explicação para a queima dos papéis. Mas o funcionário que estava no jardim permaneceu calado e, por entre as grades, segurou a lente da câmera, tentando impedir a filmagem.
Também nesta quarta-feira, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, revelou que o Brasil se oferecerá para participar da reconstrução do Iraque na era pós-Saddam.
Segundo o ministro, o Brasil poderia ajudar nas áreas de construção civil, serviços, engenharia e habitação. Furlan lembrou que já existem empresas brasileiras construindo casas populares no Oriente Médio.
Com informações da Agência Brasil





