10/04/2003 15h06 – Atualizado em 10/04/2003 15h06
O Funprev (Previdência Social dos Servidores Públicos Municipais de Naviraí), criado é 1993 é referência em Mato Grosso do Sul. Mensalmente são descontados 8% sobre a folha de pagamento do funcionalismo e 13,7% do empregador (prefeitura). Atualmente o Fundo tem aplicado cerca de R$ 8,85 milhões, segundo estatísticas levantadas em fevereiro. Os valores estão aplicados em diversos fundos de investimentos, junto a Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. Segundo o presidente do Funprev, Francisco Aquino, todos os meses as aplicações rendem R$ 160 mil como receita, enquanto a arrecadação normal proporciona uma receita em torno de R$ 92 mil todos os meses, totalizando uma entrada total de R$ 252 mil. Por outro lado, a folha de pagamento do Funprev para pensionistas e aposentados, gera uma despesa em torno de R$ 19 mil mensais. Segundo Aquino o Funprev vem encaminhando bimestralmente ao Ministério da Previdência Social, relatório detalhado de suas atividades e o objetivo é deixar toda a documentação preparada para, se precisar, fazer o CRP – Certificado de Regularidade Previdenciária. PREOCUPAÇÃO Na opinião de Aquino, os fundos filiados junto à Associação dos Institutos Municipais de Previdência do Estado de Mato Grosso do Sul (ADIMP/MS), estão preocupados com o andamento das conversações sobre a reforma geral da Previdência Social, principalmente no que se refere à implantação de uma previdência única em nível de Brasil. “Enquanto segundo cálculos a nossa previdência local tem uma durabilidade garantida acima de 20 anos, mesmo que a partir de hoje não receba nenhuma receita, a previdência do Governo está totalmente falida”, dizendo que só em Mato Grosso do Sul o déficit mensal gera dívida de R$ 6 milhões, acrescentando que esse déficit é devido a falta de capitalização, como fez o Funprev local. NA CÂMARA O presidente do Funprev respondeu a diversos questionamentos na Câmara Municipal. A pedido do vereador José Antônio Martins, que queria saber sobre o Fundo de Previdência do município, Aquino explicou também que pagar previdência social municipal é mais vantajoso que o regime geral. “Se o servidor estivesse pagando o INSS, o percentual seria de 7,56% a 11%, dependendo o caso e do empregador, esse percentual seria de 20% a 23%”, disse.





