11/04/2003 16h16 – Atualizado em 11/04/2003 16h16
Uma equipe do Crea (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) está neste momento na fábrica de Emulsões Asfálticas de Campo Grande, no Jardim Sayonara, para verificar o vazamento de ácido clorídrico. O incidente ocorreu por volta da 1h40 e provocou transtornos aos moradores da região. Cerca de 400 famílias tiveram que sair de casa durante a madrugada.
Além de fiscais do Conselho, fará parte da vistoria, o perito ambiental, engenheiro Fernando Coelho de Castro, que está na Capital ministrando curso de Perícia Ambiental no plenário do Conselho, o presidente do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia, engenheiro Eduardo Aleixo e o coordenador da Câmara de Engenharia Civil, engenheiro Aroldo Abussafi Figueiró.
A promotora do Meio Ambiente, Marigô Bittar, esteve no local para acompanhar as vistoria.
Os fiscais vão realizar laudo, que será entregue à Promotoria do Meio Ambiente, sobre as causas do acidente. A contaminação do meio ambiente pelo produto também será analisada. O resultado do laudo deve ficar pronto em três dias.
O presidente do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia (Ibape), engenheiro civil Eduardo Aleixo, afirma que o vazamento foi contido e a população não corre risco algum. “O problema foi solucionado. Não existe mais a emissão de gases no local”, garante.
O ácido entrou em contanto com água, iniciando reação química que resultou no gás. “Como ontem à tarde choveu, o ácido pode ter entrado em contato com a água da chuva que ficou empossada”, explica Aleixo. “Não podemos comprovar se funcionários da empresa jogaram água sobre o vazamento”.
Um sistema de contenção impediu que o ácido que vazou da tubulação se espalhasse, conforme o presidente do Ibape. “Houve infiltração do produto na terra, mas acreditamos que a infiltração aconteceu em níveis reduzidos”.
Os engenheiros acreditam que o vazamento tenha sido causado por falha na manutenção ou pelo uso de materiais inadequados.




