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quinta-feira, 11 de junho de 2026

Apple Computer estuda compra da Universal Music, a maior gravadora do mundo

14/04/2003 14h41 – Atualizado em 14/04/2003 14h41

NOVA YORK/LOS ANGELES — Em um acordo que poderia revolucionar a indústria fonográfica, a Apple Computer está negociando a compra da maior gravadora do mundo, a Universal Music Group, informou uma fonte próxima às conversações.

A aquisição também impulsionaria os negócios da Apple, que está sofrendo uma queda na demanda de computadores, segundo vários analistas.

No entanto, a notícia não caiu bem no mercado e as ações da Apple operaram, na sexta-feira à tarde, com uma baixa de mais de nove por cento no Nasdaq, em virtude das incertezas que a notícia causou entre os investidores.

Por sua vez, a Vivendi, matriz da Universal Music Group, poderia diminuir sua dívida e manter a credibilidade dos investidores ao vender ativos, incluindo suas empresas de entretenimento nos Estados Unidos, reunidas sob a Vivendi Universal Entertainment.

O jornal Los Angeles Times foi o primeiro a divulgar as conversações, em um artigo publicado na sexta-feira, afirmando que a Apple poderia oferecer entre cinco e seis bilhões de dólares, e realizar uma oferta formal pela Universal Music antes da reunião de diretoria da Vivendi, prevista para 29 de abril.

Em um fato relacionado, o multimilionário da indústria petroleira Marvin Davis disse que poderia retirar sua oferta para comprar os ativos de entretenimento da Vivendi caso a companhia venda a Universal Music à Apple, revelou uma fonte próxima às conversações.

As indústrias de tecnologia e música estão competindo pela capacidade dos consumidores de utilizar os computadores para trocar músicas gratuitamente através da Internet, em serviços como o Kazaa.

A Universal Music foi afetada, assim como o restante da indústria fonográfica, pela queda nas vendas e a popularidade dos serviços de intercâmbio gratuito de arquivos musicais pela Internet, além da concorrência de outros meios de entretenimento. Tudo interferiu em seus lucros.

Mas, mesmo com os lucros operacionais da Universal terem caído 23 por cento, a companhia ainda domina a indústria, com cerca de um quarto de todas as vendas do mercado.

(Com informações da Reuters)

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