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quinta-feira, 11 de junho de 2026

Blair nega que Síria seja a próxima

14/04/2003 13h40 – Atualizado em 14/04/2003 13h40

LONDRES — Negando que a coalizão liderada pelos Estados Unidos no Iraque tenha qualquer plano para agir contra a Síria, o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, disse nesta segunda-feira que recebeu garantias do presidente Basher Assad de que o governo de Damasco não está dando refúgio a líderes do regime de Saddam Hussein.

“A questão, aqui, é lidar com qualquer tentativa da Síria de abrigar essas pessoas, que eram importantes membros do regime…”, disse Blair, numa sessão do Parlamento.

“Mas eu conversei com o presidente Basher Assad, no fim da semana, e ele me deu garantias” de que está proibindo a entrada dessas pessoas na Síria, acrescentou.

Pouco antes, o secretário da Defesa, Geoff Hoon, disse que a Síria não era um alvo militar, embora o programa de armas desse país tivesse sido destacado em um memorando enviado a parlamentares britânicos, em fevereiro do ano passado.

“A nossa preocupação imediata é o risco de alguns desses envolvidos nos programas iraquianos de armas de destruição em massa escapar através da fronteira com a Síria, obviamente impulsionando os próprios esforços da Síria nesse caminho”, disse Hoon.

Um alto funcionário do Foreign Office (o ministério das relações exteriores), Mike Odocument.write Chr(39)Brien, está se dirigindo para Damasco a fim de discutir as preocupações britânicas.

O secretário das Relações Exteriores, Jack Straw, que se encontra em Barein, na região do Golfo Pérsico, também declarou nesta segunda-feira que a Síria não seria alvo de ataques militares e exortou o país árabe a cooperar com a coalizão.

Investigações no Iraque

Na sessão do Parlamento britânico, Blair disse que as forças da coalizão começaram a investigar a possibilidade de existência de armas de destruição em massa em sete locais capturados no Iraque.

No entanto, o premier afirmou que o progresso para resolver esse assunto será provavelmente lento e difícil.

“De qualquer forma, nós sabemos que nos seis meses anteriores ao retorno dos inspetores da ONU, Saddam iniciou uma sistemática campanha de ocultação de armas de destruição em massa”, acrescentou.

“Até que consigamos interrogar os cientistas e os especialistas que trabalharam nos programas – e as Nações Unidas têm uma lista com cerca de cinco mil nomes – o progresso deve ser lento”, disse o premier.

“Uma equipe especialista, no entanto, está começando a trabalhar, e nós estamos em discussões com os nossos aliados e as Nações Unidas para ver qual poderá ser o papel da ONU nesse processo”, completou.

(Com informações da Associated Press)

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