14/04/2003 13h37 – Atualizado em 14/04/2003 13h37
O presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária, Roberto Rachid Bacha, considera equivocada as ações de saúde em relação à leishmaniose. Ele aponta que o cão, hospedeiro da doença, é tido como vilão quando na verdade ele também seria vítima. O médico veterinário disse que as ações deveriam estar concentradas na extinção do mosquito flebótomo, que pica o cão e ele torna-o o hospedeiro e transmissor da doença para as pessoas.
Além de pulverização maciça, Bacha defende a limpeza de terrenos e conscientização da população. Ele diz que a entidade havia alertado as autoridades de saúde sobre a gravidade da doença e risco de atingir a condição atual de epidemia, mas não viu as ações adequadas adotadas em tempo ideal.
O veterinário diz que a cidade enfrenta momento de pico da doença e que a situação é semelhante em muitos lugares do País. Ele lembrou que a doença é mais letal que a dengue. “Morreu gente e vai morrer mais”, afirmou.
A secretária municipal de Saúde, Beatriz Dobashi, rebateu a informação, dizendo que ao mesmo tempo foram adotadas medidas contra o mosquito, de controle de cães doentes e de limpeza para evitar focos. Ela apontou que as ações contra a dengue acabaram favorecendo o combate à leishmaniose. Sobre o sacrifício de cães, a secretária acredita que o animal infectado passa a ficar resistente à doença, deixando de sofrer as consequências dela, mas continuando a transmití-la. Ela é favorável ao sacrifício.




