14/04/2003 09h09 – Atualizado em 14/04/2003 09h09
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou sábado à noite que os recursos do Banco do Brasil para linhas de crédito agrícola para a safra 2003-2004 serão elevados em 20%, em comparação com o financiamento destinado à safra atual. Segundo o presidente, a safra 2002-2003 já recebeu R$ 13 bilhões em financiamentos do Banco do Brasil, e mais R$ 2 bilhões ainda devem ser liberados. Para a próxima safra, disse Lula, serão liberados R$ 18 bilhões. O anúncio foi feito pelo presidente na Exposição Agropecuária de Londrina (PR). Ele afirmou ainda que o financiamento para a agricultura familiar vai passar dos R$ 2 bilhões liberados para a atual safra para R$ 4 bilhões na de 2003-2004. Lula disse que sua política agrícola também inclui a aceleração da reforma agrária, que ele tinha prometido realizar, em sua campanha eleitoral, de forma “tranquila e pacífica”. “Quero fazer a reforma agrária para que os pequenos produtores possam se organizar em cooperativas de agroindústria, porque quero acabar com essa historia no Brasil de assentamentos se espalhando sem financiamento”, disse Lula. Segundo o presidente, a falta de financiamento para os assentamentos representa “a transferência dos miseráveis da cidade em miseráveis do campo”. “No meu governo, esses assentados vão conquistar sua cidadania e contribuir para o crescimento do Brasil”, disse. Ele afirmou que o brasileiro vai ter de acreditar em si mesmo e “crescer pelo seu trabalho”, sem ter que buscar no exterior “recursos que depois não pode pagar”. O presidente acrescentou: “Se o governo fizer a sua parte, e o governo vai fazer, o Brasil vai conseguir esse crescimento”. Lula fez ainda críticas às políticas protecionistas dos países desenvolvidos, dizendo que “eles querem praticar para nós o que não querem que pratiquemos com eles”. “O Brasil tem condições de disputar com qualquer país do mundo em termos de agropecuária e vamos exigir dos países desenvolvidos uma regra do jogo igual para todos”. Emprego Ainda durante visita à exposição de Londrina, no sábado, Lula disse, em discurso no Parque de Exposições Governador Ney Braga, que quer encerrar seu mandato com a cabeça erguida, por ter cumprido o que prometeu. “Quero ser reconhecido como o presidente que mais gerou empregos, investiu em saúde, educação, crescimento econômico e na área agrícola”. O presidente assinalou, porém, que tem um remédio que vai curar dor de cabeça, mas pediu que as pessoas não tenham pressa. E prometeu que até o fim do seu governo não haverá um lugar que não tenha visitado, inclusive para ver coisas boas como a exposição agropecuária.





